domingo, 14 de outubro de 2007

O Critério de Qualificação como Boca Livre

O professor Freiermund formalizou o FLQC- Free Lunch Qualifying Criterion (Critério de Qualificação como Boca Livre), que pode ser usado para analisar eventos especialmente complexos. O formalismo define três parâmetros fundamentais:

PV – Perceived Value (valor percebido): o valor do evento, tal como percebido pelo usuário. Uma estimativa pessimista pode ser feita, tomando-se por base o quanto custaria uma refeição de qualidade equivalente, em um restaurante de padrão compatível com o ambiente do evento. Entretanto, esse valor pode incluir componentes intangíveis, como a suposta transferência de status do patrocinador para o usuário.

PC – Perceived Cost (custo percebido): o custo do evento para o usuário. Normalmente, já que o evento é candidato a Boca Livre, a maioria das parcelas deste custo é intangível: a perda de uma oportunidade de ficar em casa lendo um bom livro ou vendo um bom filme, o incômodo da viagem, os riscos da cidade, o possível encontro com gente chata etc.

ST – Significance Threshold (limiar de significância): valor abaixo do qual o usuário não tem a sensação de estar levando vantagem. Os xenoetólogos brasileiros costumam chamar este parâmetro de limiar de Gérson. Para usuários pouco exigentes, este valor pode ser zero.

Diz então o Critério de Qualificação como Boca Livre:

Um evento se qualifica como Boca Livre se e somente se PV – PC > ST.

Aplicando o formalismo: almoços de mamãe

Um exemplo de aplicação do formalismo responde à pergunta de uma leitora:

O que dizer do almoço de domingo, aquele que normalmente as mães fazem para atrair os filhos? Por que mãe adora usar comida para manter filhos por perto? E por que funciona?

Resposta do Professor Freiermund:

Almoços semanais com a mamãe são uma tradição bem latina; nas culturas anglo-germânicas, as mães se dão por felizes se conseguirem congregar as famílias em umas poucas ocasiões anuais, como o Dia de Ação de Graças, o Natal, a Páscoa ou o Dia das Mães. De qualquer maneira são eventos complexos, com vários parâmetros intangíveis.

Atendendo ao pedido do ilustre Professor, complementei a resposta dele com uma análise formal, baseada no FLQC. É essa análise que exponho a seguir.

ST é normalmente fixo para um dado usuário, e independente do evento. Para avaliar certo evento, portanto, basta estimar PV e PC.

No caso dos almoços de mamãe, a componente tangível de PV não é, normalmente, muito alta, exceto se a mãe em questão for realmente uma perita culinária. Mas existe um componente intangível que depende muito da relação filial. Para filhos com sentimentos de culpa, por exemplo, o evento pode ter um alto valor de feel good.

Já PC é extremamente individual, e cada usuário tem que avaliar o seu. Ele varia, inclusive, com a época, a ocasião e o estado de espírito do usuário. Na realidade, a maioria dos questionamentos, quanto a almoços de mamãe, aniversários e outro eventos candidatos, decorre do grau de incerteza na medição de PC. Os xenoetólogos estudam diversos modelos para medição desse parâmetro, mas trata-se de pesquisa ainda incipiente. Contribuições são bem-vindas.

Discussão

A leitora contesta:

Será o PC realmente mensurável a priori, antes de se participar do evento? Não seria o PC subjetivo, dependendo do saco momentâneo do potencial cliente, mais do que de qualquer outra coisa? Afinal, quando realmente queremos ir a um lugar, fazemos pequenos sacrifícios, mas, quando não, inventamos qualquer desculpa, até das mais absurdas. Seria viável uma espécie de calculadora de saco, com parâmetros como: idade, estado civil, filhos, profissão?...

Componentes intangíveis

A estimativa dos componentes intangíveis de PV e PC é, sem dúvida, bastante difícil. Dentro da sociologia eleuterostomática, a posição mais radical é da escola intuicionista. Ela sustenta que a avaliação intuitiva de PV e PC seria bastante confiável, como corolário do Princípio de Freiermund, e, que portanto, se existe a menor dúvida sobre se um evento se qualifica como Boca Livre, é porque não se qualifica.

Mas a corrente majoritária rejeita essa tese radical, tendo em que vista que ela levaria a desprezar um grande número de eventos candidatos, e que as pessoas raramente sairiam de casa, se fossem levá-la às últimas conseqüências.

Todos os modelos formais até hoje propostos para estimativa dos componentes intangíveis levam a conjuntos de equações não-lineares e, em muitos casos, estocásticas e variantes no tempo. Conforme a Teoria do Caos, isso anula o valor desses modelos como preditores. Parece mais promissora uma abordagem na linha sugerida pela leitora: simuladores heurísticos baseados em questionários como perguntas simples e objetivas. Por exemplo, no caso de almoços de mamãe, contaria pontos positivos a pergunta:

Há parentes que contam piadas novas e realmente engraçadas?

Já pontos negativos seriam atribuídos à pergunta:

Há parentes que perguntam se é pavê ou pacomê?

Os próprios questionários poderiam ser aperfeiçoados por um processo evolutivo, através da comparação dos valores estimados e reais de PV e PC, por meio de entrevistas realizadas a posteriori.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Pergunte ao Zé – IV

P.: Zé, existe uma comunidade no Orkut onde os sujeitos questionam se determinadas ações deles são Coisa de Macho, ou não. Isso é válido?

Zé: Se os sujeitos têm a mais leve dúvida quanto à própria macheza, já deixaram de ser Machos, pois dúvida não é coisa de Macho, principalmente dúvida sobre a própria macheza. Ter certeza de que se é Macho é condição necessária para sê-lo, embora não suficiente. Se não têm realmente essa dúvida, mas dizem que têm, só de brincadeirinha, mesmo assim também não passam no Crivo, pois Macho não faz brincadeirinhas.

P.: Mas não existem aspectos da Macheza que são tecnicamente complexos?

Zé: Se a dúvida for realmente técnica, deve-se consultar um profissional, ou seja, este que vos fala.

P.: Zé, homem se assusta?

Zé: Depende. Se for Macho, não.

P.: Uai, macho nunca se assusta?

Zé: Em alguns casos, talvez seja aceitável. Por exemplo, até os sete anos.

P.: Então a macheza é um estado natural? O sujeito nasce macho? Não pode desenvolver a macheza?

Zé: Ninguém é Macho nato. Alguns podem desenvolver a Macheza, o que exigirá muita seriedade, atenção aos detalhes e, principalmente, vigilância permanente. Mas muitos, nem adianta tentar.

P.: Mas atenção aos detalhes é Coisa de Macho?

Zé: O Macho presta atenção aos detalhes do próprio comportamento, mas sem parecer que está prestando. Ao comportamento das mulheres, ele presta a atenção suficiente. Ao dos outros homens, machos ou não, nenhuma.

P.: O Vida Longa pergunta se ele, Vida, pode ser considerado Macho.

Zé: Prezado Vida, lamento informar, mas você é apenas macho lato sensu, como os Asmodeus. O macho stricto sensu não se aproxima de outros homens, machos ou não, e você se aproxima muito. Muito mesmo. Mas não fique triste. Você é realmente uma força da natureza, e presta um excelente serviço ecológico. Se não fosse por você, talvez alguns de seus clientes fossem machos, agravando o problema de superpopulação machística, que para mim é mais grave do que o efeito estufa.

P.: Você concorda com a afirmação do Trinador de que todo jogador de futebol é gay?

Zé: Bem, eu não gosto de ficar frente à TV para ver um bando de marmanjos correndo atrás da bola, dando trombadas, subindo um em cima do outro nas comemorações etc. Aliás, qualquer esporte coletivo de marmanjos. Muito greco-romano. Eu só assisto esportes femininos, principalmente voleibol. Aquelas pernas...

Mas não endosso essa generalização, pois generalização não é Coisa de Macho. Partindo de quem partiu, então, é muito suspeita.

P.: E a mordiscada do Roberto Carlos na orelha do Beckham?

Zé: Realmente, não passa no Crivo. E o Beckham gosta de usar as calcinhas de sua Spice Wife e, que, segundo o Ronaldo, tinha a camiseta perfumada, mesmo depois do Brasil x Inglaterra de 2002... E há também aquela foto tipo Brokeback Mountain. Note-se que o Roberto Carlos parece estar segurando a camisa do Cruzeiro.

P.: O Beckham não deve ganhar um desconto por ser inglês?

Zé: Mais ou menos. Inglês já nasce com uma carga de não-macheza terrível. É como se já entrassem no campeonato com muitos pontos perdidos. Dizem que o último inglês macho teria sido Henrique VIII. Talvez. Mas essa história de ficar mandando cortar a cabeça das mulheres também não passa no Crivo.

sábado, 15 de setembro de 2007

Xenoetologia sexual: perguntas e respostas

P.: Por que os cachorros costumam lamber o próprio pênis?

R.: Uma explicação simplista seria: porque eles conseguem.

Mas, do ponto de vista xenoetológico, a auto-felação canina não é considerada um comportamento inusitado, já que é praticada pela maioria dos cachorros, se não todos.

Já o caso humano certamente se enquadra, por ser, ao que tudo indica, praticado por minoria ínfima. Isso vale mesmo na hipótese de que a raridade da prática nos homens se deva a dificuldades técnicas.

Lembro-me de ter lido em algum lugar que isso seria praticado por cerca de 0,3% dos homens, mas não consegui localizar a fonte dessa informação. Não sei também se tal pesquisa se baseou em informação de possíveis praticantes, ou depoimentos de médicos especializados em problemas de coluna vertebral.

Embora sejam em pequeno número, não faltam entusiastas. Destaca-se Gary Griffin, autor de The Art of Auto-fellatio: Oral Sex for One, que pode ser adquirido na Amazon. Diz a resenha editorial:

The ultimate in safe sex -- self-performed oral pleasure at any hour of the day! If you've ever dreamed about this practice, this book can make your fantasy a reality. Packed with photos, advice, stories and training tips by men who know what they're doing!

Forgive the hype: this is also a serious examination of the history (through a variety of reports) and application of self-performed oral sex. It's both a fascinating examination of social perceptions and cultural mores, and a guide to specifics.

Provando que o Inusitado Sexual não conhece limites, é possível encontrar na Web material sobre técnicas ainda mais raras e difíceis, como é o caso da auto-sodomia.

P.: E transportar US$ 100.000,00 na cueca? Pode ser considerado um comportamento sexual inusitado?

O inusitado, no caso, decorre do incômodo. Como não circulam cédulas de mais que US$ 100,00, deduz-se que havia pelo menos mil notas, o que não devia ser nada confortável. Além disso, pouco inteligente, pois deve ter sido exatamente a semelhança com o perfil corporal do então deputado Roberto Jefferson que chamou a atenção dos policiais. Por isso, o crime organizado prefere transportar valores em materiais de maior relação valor/volume do que papel-moeda (diamantes etc.), o que permite formas mais íntimas de transporte.

Quanto a possíveis aspectos sexuais, consultei, como de costume, meus amigos psicanalistas. Como sempre, as opiniões divergiram. Sigismundo, o Alegre, considerou a guarda de dinheiro em tais lugares como resultante de uma fase anal mal resolvida. Já Guilherme, o Rico, pelo contrário, considerou-a como sinal de sexualidade desinibida e profissional, à semelhança das strippers. Embora não goste de polícia, chegou a especular sobre possíveis aplicações policiais de sua máquina de captação de orgônios, as partículas que constituiriam os quanta de energia orgásmica, que ele teoriza seriam realçados pela proximidade do dinheiro.

Como sempre, a explicação mais sensata me pareceu ser a de Carlos Gustavo, o Jovem. Segundo este, a participação do Sexo se dá no plano simbólico: o Sexo provê o local, o Dinheiro o meio, e o Poder o fim, completando mais uma vez a Unidade da Trindade simbólica formada por Príapo, Mamona e Wotan. Naturalmente, minhas fontes na Ordem da Grande Fênix, não gostaram dessa explicação. Eles, na qualidade de cultores do Sexo, não admitem associações sequer simbólicas com a Confraria de Csífodas, idólatra do Dinheiro, ou a Sociedade do Grande Dragão, cuja razão de ser é o Poder.

Já Manuel Rui Pontes opina:

Essa parangona foi debatida em minha tasca na Alfama, onde foi motivo para muita piada. Um da malta comentou que transportar assim tamanho balúrdio devia ser muito incómodo; outro disse que não, desde que se usasse cuecas folgadas; ao que um terceiro retrucou que, nesse caso, não ficaria a guita devidamente segura; portanto, aduziu um quarto, tudo devia estar devidamente amarrado à pila. Um que é do sul do país comentou que lá se chama de pila também ao dinheiro, mas nunca imaginava que no Brasil se juntava assim coisa com coisa, tão literalmente. Concluiu-se, ao fim e ao cabo, que isso foi sarilho de aldrabões pacóvios.

Por outro lado, segundo a opinião técnica de Metódio Prudente:

A questão do transporte íntimo de altas somas tem implicações preocupantes para os usuários da Informática. Microprocessadores avançados têm maior relação valor/volume do que metais preciosos ou drogas, e têm-se especulado sobre a possível utilização deles pelo crime organizado, como meio de transporte de altos valores. Observou-se, inclusive, um aumento significativo do número de roubos de carregamentos de microprocessadores, em escala mundial. Existem problemas com o fator de forma e os pinos, é claro, mas nada que técnicas adequadas de embalagem não possam resolver.

Talvez essa tática já esteja sendo mais usada do que se supõe; isso explicaria certos comportamentos inusitados de nossos computadores.

Como se vê, talvez os microprocessadores tenham tornado os diamantes obsoletos para o transporte íntimo de valores. Mas dizem que estes ainda são, como queria Marilyn Monroe, a girl’s best friend.

P.: Um dia eu estava vendo uma dessas CPIs na televisão. O deputado Roberto Jefferson estava falando de um araponga que dizia que era comandante da Marinha. Uma hora o deputado disse: Se esse aí foi da Marinha, ele nunca saiu da barrica. O que o nobre parlamentar queria dizer? Tem a ver com o teste da farinha?

R.: Referia-se a um tradicional costume dos lobos do mar. O teste da farinha define a ordem de prioridade na barrica.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Tecnicalidades

Os aspectos técnicos da xenoetologia sexual por vezes confundem os leigos. Por exemplo, como classificar o uso de bonecas infláveis? Uma leitora assídua indaga se seria um caso de masturbação, ou seja, monossexualismo? Ou seria tecnossexualismo, pelo emprego de um artefato? Ou, não podendo esse artefato ser realmente classificado como técnico, e sim como um objeto qualquer, um caso de pansexualismo?

Técnicos como meu amigo Metódio Prudente dizem que, seja como for, é indispensável o uso da correta taxonomia. Sem chegar a entrar no mérito das bonecas infláveis, diz o Metódio: Como engenheiro de software, considero extremamente importante o uso da melhor taxonomia possível, para a classificação consistente dos conceitos e o conseqüente bom entendimento dos problemas. Proponho, portanto, a adoção do termo tecnossexual para os que fazem sexo com artefatos técnicos, e do termo cibersexual para os usuários dos recursos virtuais.

Já o outro amigo d’além-mar, Manuel Rui Pontes, que, na qualidade de engenheiro de sistemas é especialista em generalidades, aduz:

Apoio tua ênfase na importância da taxonomia, ó Metódio, e venho propor-te um problema taxonómico. Estava outro dia com os camaradas em uma tasca da Alfama, a petiscar uns caracóis, tomar uns finos e discutir lérias. Depois de umas quantas, perguntou alguém o seguinte:

-Se um gajo fizer sexo com seu próprio clone, estará a dar ao hidráulico, ou será paneleiro?

Ora pois, não é preciso ser biólogo para saber que masturbação não é, e que, sendo o clone do mesmo sexo, certamente tal proceder se caracteriza como gay. Mas veio-me outra dúvida: será, no caso, um gay incestuoso? Quer-me parecer que o conceito de incesto não é preciso o suficiente para dirimir a importante questão.

Lembro-me de uma história do Robert Heinlein em que o personagem Lazarus Long manda fazer clones dele mesmo. Melhor, DUAS clones, pois os cromossomos Y são trocados por cromossomos X do próprio Lazarus, para que saiam duas meninas; o objetivo de Lazarus é ver como é que ele seria se fosse mulher, sem ter que virar transgênero. Mal as garotas atingem a puberdade, querem transar com o Lazarus. Este resiste, alegando que é incesto (a idade das meninas ele não considera problema). Elas finalmente o convencem de que seria apenas uma espécie de masturbação. Como você vê, a dúvida da turma do Manuel não é de todo despropositada.

Ao ser publicada no Orkut a observação do Manuel, levantou-se um assunto que, por vias indiretas, tem a ver tanto como tecnologia quanto sexualidade. É sabido que a moda da depilação axilar feminina foi inventada apenas em 1915, pela indústria americana de lâminas de barbear, com isso dobrando seu mercado consumidor. Daí o barbear feminino espalhou-se para as pernas e, nas últimas décadas, a lugares mais recônditos, que passaram do conceito de Mata Atlântica ao de Bigodinho de Hitler, e até a soluções ainda mais radicais. Não faltou aí a contribuição da tecnologia tupiniquim, conhecida como Brazilian Wax lá na matriz, onde segundo dizem, tornou-se em certas cidades (das quais Dallas é a mais citada) um presente tradicional para debutantes. Bem, quanto às conotações sexuais, as opiniões são extremamente divergentes.

Na ocasião, a Leitora Assídua lembrou a conhecida piadinha do Ai Jesus, mais duas!!!, que trata de uma hipotética relutância das lusitanas na adoção dessa tecnologia. Sobre isso, comentou o Manuel:

Quanto a tua historieta, talvez ainda possa passar-se em um algum recanto de Trás-os-Montes ou do Alentejo. Mas cá em Lisboa há muito se adopta entre as raparigas a moda depilatória axilar. Mesmo as conas andam a ser desarborizadas, por influência brasileira. Não me refiro à Amazónia, é claro, mas aos fatos de banho cavados.

domingo, 15 de julho de 2007

O teste da mulher infiel

Um contribuinte anônimo me enviou o seguinte inusitado sexual bíblico, que aparece em Números, 5. Trata-se de um teste para uso de maridos que suspeitam esteja a senhora do seu lar costurando para fora:

Se uma mulher desviar-se de seu marido e lhe for infiel, 13. dormindo com outro homem, e isso se passar às ocultas de seu marido, se essa mulher se tiver manchado em segredo, de modo que não haja testemunhas contra ela e ela não tenha sido surpreendida em flagrante delito; 14. se o marido, tomado de um espírito de ciúmes, se abrasar de ciúmes por causa de sua mulher que se manchou, ou se ele for tomado de um espírito de ciúmes contra sua mulher que não se tiver manchado, 15. esse homem conduzirá sua mulher à presença do sacerdote e fará por ela a sua oferta: um décimo de efá de farinha de cevada; não derramará óleo sobre a oferta nem porá sobre ela incenso, porque é uma oblação de ciúme feita em recordação de uma iniqüidade. 16. O sacerdote mandará a mulher aproximar-se do altar e a fará estar de pé diante do Senhor. 17. Tomará água santa num vaso de barro e, pegando um pouco de pó do pavimento do tabernáculo, o lançará na água. 18. Estando a mulher de pé diante do Senhor, o sacerdote lhe descobrirá a cabeça e porá em suas mãos a oblação de recordação, a oblação de ciúme. O sacerdote terá na mão as águas amargas que trazem a maldição. 19. E esconjurará a mulher nestes termos: se nenhum homem dormiu contigo, e tu não te manchaste abandonando o leito de teu marido, não te façam mal estas águas que trazem maldição. 20. Mas se tu te apartaste de teu marido e te manchaste, dormindo com outro homem... 21. O sacerdote fará então que a mulher preste o juramento de imprecação, dizendo: o Senhor te faça um objeto de maldição e de execração no meio de teu povo; faça emagrecer os teus flancos e inchar o teu ventre. 22. E estas águas, que trazem maldição, penetrem em tuas entranhas para te fazer inchar o ventre e emagrecer os flancos! Ao que a mulher responderá: Amém! Amém! 23. O sacerdote escreverá essas imprecações num rolo e as apagará em seguida com as águas amargas. 24. E fará com que a mulher beba as águas amargas que trazem maldição, e essas águas de maldição penetrarão nela com sua amargura. 25. O sacerdote tomará das mãos da mulher a oblação de ciúme, agitá-la-á diante do Senhor e a aproximará do altar; 26. tomará um punhado dessa oblação como memorial e o queimará sobre o altar; depois disso dará de beber à mulher as águas amargas. 27. Depois que ela as tiver bebido, se estiver de fato manchada, tendo sido infiel ao seu marido, as águas que trazem maldição trar-lhe-ão sua amargura: seu ventre inchará, seus flancos emagrecerão, e essa mulher será uma maldição no meio de seu povo. 28. Mas, se ela não se tiver manchado, e for pura, ela será preservada e terá filhos. 29. Tal é a lei sobre o ciúme quando uma mulher se desviar de seu marido e se manchar, 30. ou quando o espírito de ciúme se apoderar de seu marido, de modo que ele se torne ciumento de sua mulher; ele a levará diante do Senhor e o sacerdote lhe aplicará integralmente essa lei. 31. O marido ficará sem culpa, mas a mulher pagará a pena da sua iniqüidade.

Portanto, se alguém estiver sentindo coceira na testa, mãos à obra. E vê-se por aí que mandingas desse gênero não são exclusividade de cultos de origem africana, mas estão consagradas no Livro fundamental das religiões monoteístas...

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Um inusitado sexual bíblico

Segundo se conta em Gênesis 38, Judá, filho de Jacó, teve três filhos varões: Her, Onan e Sela. Her, o primogênito, casou-se com Tamar; mas era um mau sujeito, e por isto foi castigado com a morte prematura. Conforme costume da época, Judá ordenou a Onan que desposasse a cunhada. Ocorre que, também conforme o costume, os filhos seriam considerados descendência do falecido. Onan não gostou da idéia de ficar sem posteridade, e praticou o coitus interruptus. Por isto, também foi punido com a morte prematura.

O inusitado, no caso, é que Onan ficou com fama de onanista. Injusta, como se vê, pois o que ele realmente fez foi tirar o dele fora. Mas pecado de Onã não foi nem esse, e sim o descumprimento da lei do levirato, privando o irmão morto de posteridade, conforme as regras do jogo do judaísmo da época:

8. Então Judá disse a Onã: “Vai, toma a mulher de teu irmão, cumpre teu dever de levirato e suscita uma posteridade a teu irmão.” 9. Mas Onã, que sabia que essa posteridade não seria dele, maculava-se por terra cada vez que se unia à mulher do seu irmão, para não dar a ele posteridade. 10. Seu comportamento desagradou ao Senhor, que o feriu de morte também.

E a história continua de forma talvez ainda mais inusitada:

11. E Judá disse a Tamar, sua nora: “Conserva-te viúva em casa de teu pai até que meu filho Sela se torne adulto.” “Não é bom, pensava ele consigo, que também ele morra como seus irmãos.” E Tamar voltou a habitar na casa paterna. 12. Muito tempo depois, morreu a filha de Sué, mulher de Judá. Passado o luto, subiu Judá a Tamna para a tosquia de suas ovelhas, com seu amigo Hira, o odolamita. 13. E foi noticiado a Tamar: “Eis que o teu sogro sobe a Tamna para a tosquia de suas ovelhas.” 14. Depôs ela então os seus vestidos de viúva, cobriu-se de um véu, e, assim disfarçada, assentou-se à entrada de Enaim, que se encontra no caminho de Tamna, pois via que Sela tinha crescido e não lha tinham dado por mulher. 15. Judá, vendo-a, julgou tratar-se de uma prostituta, porque tinha o rosto coberto. 16. E, chegando-se a ela no caminho, disse: “Queres juntar-te comigo?” (Ignorava ele que se tratava de sua nora.) Ela respondeu: “O que me darás para juntar-me contigo?” 17. “Mandar-te-ei um cabrito do meu rebanho.” “Está bem; mas dá-me então um penhor, até que o tenhas enviado.” 18. “Que penhor queres que eu te dê?” “Teu anel, teu cordão e o bastão que tens na mão.” Ele os entregou; em seguida, aproximou-se dela e ela concebeu. 19. E levantando-se, partiu; tirou o seu véu e retomou seus vestidos de viúva. 20. E Judá mandou-lhe o cabrito por seu amigo, o odolamita, para retirar o penhor das mãos daquela mulher, mas ele, não a encontrando, 21. perguntou aos habitantes do lugar: “Onde está aquela prostituta que estava em Enaim, à beira do caminho?” Responderam-lhe: “Não há prostituta nesse lugar!” 22. Ele voltou para junto de Judá: “Não a encontrei, disse ele, e os moradores daquele lugar disseram-me que não havia nenhuma prostituta ali.” 23. “Guarde ela o meu penhor, respondeu Judá, não nos tornemos ridículos! Eu mandei o cabrito; tu, porém, não a encontraste”. 24. Mais ou menos três meses depois, vieram dizer a Judá: “Tamar, tua nora, conduziu-se mal: vê-se que está grávida.” Judá respondeu: “Tirai-a para fora, que ela seja queimada!” 25. E, enquanto era conduzida, ela mandou dizer ao seu sogro: “Concebi do homem a quem pertence isto: examine bem, ajuntou ela, de quem são este anel, este cordão e este bastão.” 26. Judá, reconhecendo-os, exclamou: “Ela é mais justa do que eu; pois que não a dei ao meu filho Sela.” E não a conheceu mais. 27. E, na ocasião de dar à luz, eis que ela trazia dois gêmeos no seu ventre. 28. No parto, saindo uma mão, a parteira tomou-a e atou nela um fio vermelho, dizendo: “Este é o que saiu primeiro!” 29. Mas, como ele retirasse a mão, saiu o seu irmão. “Que brecha fizeste! exclamou a parteira: Que a brecha esteja sobre ti!” 30. E chamou-se-lhe Farés. Em seguida, veio o seu irmão, com o fio vermelho atado na mão. Deu-se-lhe o nome de Zara.

Como se vê, a lei do levirato justificava até fingir-se de prostituta para seduzir o sogro. E essa história de Que brecha fizeste! seria considerada como de humor rude, se contada em um salão. Parece piada de ginecologista.

Para deixar claro que não estou simplesmente zombando das Escrituras, acrescento aqui o que escrevi n'A Grande Fênix:

Note o leitor que essas histórias de libertinagem no Velho Testamento não significam que o Livro seja um repositório de sacanagens, como até imaginam alguns que nunca o leram. Significam apenas que a Bíblia contém um rico conjunto de narrativas com personagens bastante humanos, com todas as altezas e baixezas dessa condição. Quem fica mal, julgo eu, são aqueles gostam de usar citações literais de escrituras de qualquer religião para justificar os comportamentos mais inusitados.

domingo, 10 de junho de 2007

O comportamento sexual mais inusitado

Discussões sobre sexo costumam despertar grande interesse. Atualmente, uma das discussões mais candentes na comunidade xenoetológica é sobre a questão de qual é o mais inusitado dos comportamentos sexuais. Segundo a Seita da Grande Fênix, é a assexualidade. Para eles, isso é coisa de ameba.

Outros discordam, citando o caso da zoofilia, e até da fitofilia. Como disse uma de minhas estudantes: eu gostaria de citar o costume peculiar e comum em regiões isoladas, ou seja, na roça, de se entreter com animais como cabras e galinhas, e todo tipo de fauna da zona agrícola... E não posso deixar de citar também que as vezes este hábito se estende ao reino vegetal inclusive, visto os contumazes ataques a incautas bananeiras em regiões de alta concentração masculina... Isto, para mim, é que é comportamento inusitado...

Essas investidas sexuais nos reinos animal e vegetal podem ser consideradas casos particulares do pansexualismo, para o qual todo o Universo é fair game, ou, em português coloquial, ’tá valendo. Pergunto-me como fica o reino mineral, do ponto de vista pansexual. É verdade que a maioria dos objetos deste reino não tem textura ou consistência viável para tais práticas. Naturalmente, existe a exceção dos artefatos tecnológicos, como é o caso dos implementos sexuais (vibradores, bonecas infláveis etc.). Na comunidade xenoetológica, continua sendo objeto de debate a questão: devem os usuários de tais artefatos serem considerados pansexuais ou monossexuais (isto é, masturbadores)?

A propósito do papel da tecnologia na sexualidade, meu colega Metódio Prudente, que é do ramo, elaborou arguto comentário sobre o pansexualismo virtual: Por que ser um chauvinista do mundo real? O pansexual moderno que se preze deve incluir o mundo virtual, com suas possibilidades infinitas (literalmente). Não é por acaso que a pornografia é uma das maiores áreas de comércio eletrônico (senão a maior). É interessante também notar que a convergência tecnológica entre os implementos sexuais e a virtualidade já permite que parceiros façam sexo à distância, usando trajes apropriados que transmitem seus movimentos para implementos usados pelo parceiro remoto. É a tecnologia teledildônica, um exemplo notável de realidade aumentada.

Bem, eu entendo que o sexo virtual antecede a Era da Informática. O sexo por telefone existe há décadas, proporcionando um ganha-pão extra a tantas recatadas donas de casa, sem que precisem sair do recesso de seu lar.

Mais ainda, o sexo virtual é pré-tecnológico. Um dos casos mais interessantes é o do Pensador. Esse personagem, ao que consta, se apresentava em cabarés parisienses, no início do século passado. Aparecia no palco completamente nu, e assumia a pose da escultura homônima de Rodin. Aos poucos, absolutamente imóvel, ia conseguindo uma ereção. Permanecia nesse estado por alguns minutos, e finalmente ejaculava. É um exemplo impressionante do Poder do Pensamento Positivo.

domingo, 3 de junho de 2007

Máximas Trinatórias

Síntese

O Nacional-Socialismo seria um sistema sob medida para o Brasil.

Jogo dos sete erros

O Brasil só tomará jeito o dia que tivermos um regime nacional-socialista combinado com um Estado Laico e voltado ao Santo Ofício.

Completaria Antônio Conselheiro: O sertão vai virar mar, e o mar vai virar sertão.

Sobre a pornografia

A pornografia é uma coisa destrutiva, ilusória e que manipula a vida das pessoas, fazendo com que essas tenham falsos conceitos sobre a verdadeira sexualidade humana. Para se ter uma vida sexual plena, não devemos seguir modelos (como os apresentados na pornografia).

É interessante observar que o Trinador, durante certa época, manteve uma comunidade de admiradores da famosa Marilyn Chambers (http://www.marilynchambersxxx.com/).

É interessante saber que você é a favor da pornografia, a qual está intimamente ligada à prostituição e às drogas.

Bem, vamos dar uma pequena amostra da relação pornografia x drogas.

Eu sei que não é do seu tempo, mas para quem já estava vivo na década de 70 e início de 80 já ouviu falar do astro pornô John Holmes, que também foi um perigoso traficante de cocaina. Irônicamente o sujeito morreu de AIDS na prisão, em 1988.

Outro exemplo é o também ator pornô Jon Doug, que faleceu este ano, vitima das drogas. Ele mesmo numa entrevista de 1992, declarou que os artistas pornôs mergulham num oceano de cocaina.

Outro exemplo é a atriz Savannah, morta também por causa das drogas.

Pela mesma lógica, poder-se-ia argumentar que há ligações entre a Igreja Católica e o crime organizado. Alguns dos mafiosos mais famosos eram católicos, como Al Capone, Lucky Luciano, Frank Costello, John Gotti, Bugs Moran, e por aí vai.

Sobre homo- e bissexualidade

Bissexual é o sujeito que é uma bicha muito louca e que transa de vez em quando com uma mulher apenas para ficar sabendo das novidades.

É melhor ser um fanático religioso homofóbito fundamentalista nacional socialista conservador skinhead do que um gay!!!

Se os homossexuais fossem como antigamente, não estariamos aqui discutindo.

Confissões íntimas

Sou simpatizante também do movimento skin, que é um estilo de vida bem interessante.

Eu nasci no século XX (infelizmente), mas meu espírito veio da Baixa Idade Média.

Infelizmente até o Exército está em decadência, pois abriu a porta para vocês mulheres.

Lógica trinatória

Parto do seguinte princípio: O adulto que faz sexo com uma garota de 13 anos, não exitará (sic) em fazer também com uma de 12 e assim por diante.

Ora, por tal lógica, quem faz sexo com uma mulher de, digamos, 35 anos, não hesitará em fazê-lo com uma de 34, e, portanto, com uma de 33, e uma de 32... Por indução, conclui-se que esse indivíduo será capaz de estuprar uma menina recém-nascida.

Comentário de Manuel Rui Pontes: Esse tipo de lógica é costumeira no Alentejo, o que me leva a especular se o Trinador não teria os pezitos bem postos cá na terrinha, apesar do desprezo por lusitanos que procura aparentar.

domingo, 27 de maio de 2007

Tiradas Trinatórias


Epa!!!

Esses dois pustulões, que nunca pisaram dentro de um quartel e tampouco seguraram uma arma, precisam de alguém que os defenda, pois não têm um espírito guerreiro.

Sem maiores comentários...

Xô, Satanás!

Por aí, vemos que satanás anda de mãos dadas com a esquerda liberal.

Já a extrema direita conservadora anda de mãos dadas com aqueles anjos ma-ra-vi-lho-sos!

Tirada literária

O resto são apenas falácias e mentiras de vagabundos comunistas terroristas piolhentos, outrora surrados pelos valorosos soldados do Exército Brasileiro, do qual me orgulho em ter feito parte um dia.

´orra, meu...

Declaração a um amigo

Há algum tempo atrás, por falta de conhecimento, embora eu sempre tenha sido de extrema direita, era completamente contra o Nacional Socialismo e todos seus simpatizantes. Depois que fiz amizade com o camarada Pesadelo, acabei abrindo os olhos e vendo a verdade como ela de fato é. Os nacionalistas são patriotas por natureza, são conservadores, além de práticos e objetivos. O comunismo deve ser repudiado de todas as formas e o liberalismo também.

Daqui para frente, não terei mais problemas em assumir a minha verdadeira ideologia politica.

Sim, ninguém deve ter problemas em assumir nada.

Crime e castigo

Levantemos as nossas tochas e queimemos esse desgraçado na fogueira da Santa Inquisição!!!

Sem dúvida, uma proposta original de Reforma do Judiciário.

Citação do Professor Hariovaldo

Atenção: Descoberto plano para golpe comunista.

Não é à toa a viagem de Lula à Venezuela, bem como a posse de um comunista stalinista na presidência da república. Um jornalista faz uma revelação bomba nesse final de semana denunciando o "Plano Condor Vermelho", um plano maligno para implantar no Brasil um governo comunista pleno pelos comunistas ateus do PT e seus aliados.

Leia mais sobre o momento perigoso que o Brasil passa no site http://hariprado.personal30.net

Essa é mais engraçada do que a ONG dos Amigos de Plutão. Leiam atentamente o blog do professor Hariovaldo e percebam quem está gozando com a cara de quem.No finalzinho da página há um link para uma Advertência:

Este é um site humorístico, qualquer referência a pessoas, empresas, marcas ou instituições que não tenha propósito satírico é mera coincidência.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Trinador & Clodovil

Como se sabe, o Trinador detesta judeus, negros, americanos e homossexuais, além de comunistas, socialistas, esquerdistas, nordestinos, portugueses... Uma lista (quase) completa está lá na primeira crônica sobre o ilustre pensador.

Ora, logo depois de eleito, o Clodovil andou negando o Holocausto e o 11 de Setembro, aproveitando para implicar com judeus, negros e americanos. Em entrevista à Rádio Tupi, also sprach Klodowil:

Existe um poder escuso, que está no subsolo das coisas... As pessoas são induzidas a acreditar. Quando houve aquele incidente com as torres gêmeas lá não tinha americano nenhum e nem judeu... Evidente que foi (armado) pelos próprios americanos, não seja idiota, é como o Holocausto, você acha que não tinha nenhum judeu manipulando isso por debaixo do pano? (sobre o acidente do Boeing da Gol) Pela primeira vez os americanos vão passar sufoco por causa desse aviãozinho. Cento e tantas pessoas morreram por um acidente que foi causado por essa pretensão que eles têm de invadir o mundo como se fossem o centro do universo. Na última vez que tive lá tinha um crioulo, no sentido pejorativo mesmo, cheio de complexo por coisas dele, eu não tenho nada com isso, que implicou comigo na Alfândega.

Fonte:

http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/eleicoes2006/noticias/2006/out/30/540.htm

Comentário do Zé do Crivo:

Vejam só, nazistas, racistas e negadores do Holocausto, o Clodovil assumiu que é do time de vocês.

Resposta do Trinador:

Oh Zé...

deixe o Clô em paz, pois votei nele.

O Clodovil fala o que pensa e, apesar de ser gay, é muito mais inteligente do que muitos almofadinhas hipócritas que andam falando bonito por aí.

Segundo o Zé, agora está explicada a semelhança do Doutrinador com o Clodovil. Este disse uma vez que é Clô para os amigos, vil para os inimigos e para todo mundo.

O Doutrinador diz: “sou alguém que trina para os amigos, trago dor para os inimigos e dou para todo mundo”.

sábado, 12 de maio de 2007

Pérolas do Espaço-Tempo


Ainda os ETs...

o problema do mundo é que quem escreve a historia é a imprença e não os historiadores rsrsrsrs, verdade existe vida além da terra "inteligente" livros Indus narrando gerras,cabala, gregos ,egipicíos etc... Rapanui, vivemos uma farça criada pelos meios de cumunicação e governos,adão é uma força colonizadora ,existem sete palnetas contando com o nosso!

Falou... Ou não...

Tempo e Espaço?

Tinha-mos que sermos livres, desse lance de tempo e espaço. Por quê? Se não, o Espaço esquece o presente, apagando assim o Tempo e o Espaço. Que “Vida” é essa, que não podes possuir o presente?

Para todos os, ou, não, sim, Rocks, Punks, Hard e Mevy, quem sabe o Techno, ou Romance, ou até um Clássico, não importando o seu jeito de Ser, ou entender um Som e a Vida?

Proponho este debate!

Isso é que é radicalismo: a figura é contra o Tempo e o Espaço.

Antimatéria

Não sei do que se trata, mas li em algum lugar e achei legal. Parece um bom nome para uma banda de Rock.

Parece o Bush. Antes do 11 de setembro, ele achava que Taleban era uma banda de rock.

A nivel de, enquanto infinito...

infelizmente o ser humano nao tem noçao do infinito... a noçao de infinidade e muito complexa para nossas mentes... o ser humano nao compreende coisas que sao alem de sua natureza por sua propria natureza...

Por essas é que Cantor, após ter inventado os números transfinitos, e concluído que alguns infinitos são mais infinitos do que outros, passou a fazer extrapolações místicas, e terminou em um hospício.

ORS no sistema Solar de ALCION

Existe um mapa de Órbita solar que não é apenas o Hercólubus o que de mais terrível irá acontecer com a Terra, mas, a radiação do Sol de Alcion, pois, o Sistema solar de Ors Orbita no Sistema Solar de Alcion, e o Sol de Alcion tem o tipo de Radiação que desintegra os Eletrons, transpassando a materia seja ela qual for, quando nosso planeta entrar neste raio de influência Chamado Cientificamente de ANEIS DE ENERGIA DE DESINTEGRAÇÃO DE ELETRONS, TODA A MATERIA SOFRERÁ UMA TRANSFORMAÇÃO, A Terra irá ter uma passagem por esses aneis, que irão durar dois mil e poucos anos, o que hoje nós conhecemos por matéria, depois de passar por estes aneis a matéria estará transformada. Nem mesmo os infernos ficarão sem luz, como disse não existirá sombras, todo o LIXO que foi Criado pelo homem atual será desintegrado, claro que o lixo de humanoide de hoje também será o primeiro a sumir.

Nascerá depois deste periodo de transformação a 6ª raça Raiz, de nome CORADI, que irá habitar o planeta Terra, na nova era de Ouro.

Portanto estaremos daqui pouquissimos anos sofrendo de cataclismos terríveis, catastrofes apocalipticas fulminantes, não adianta ninguém discordar disso que aqui escrevo, o que está acontecendo é um fato que qualquer um pode comprovar, isto não é teoria, é uma narração simplificada do que acontecerá, quer chamar de profecia? então muito bem, que seja. Com o MATERIAL de estudo que entregamos, ensinamos às pessoas a habilidade completa do corpo astral, mas, a pessoa precisa ter vontade, muita compreensão, mas, muita compreensão mesmo, vivendo de instante a instante o que ensina o livro;

Planeta Terra: Um Mundo Em Chamas.

peça seu livro imediatamente, ele é gratuito e passe a práticar imediatamente, pois, essas práticas são as únicas capazes de salvar as pessoas dessas catastrofes, o que escrevo aqui é um fato, comprovado profundamente,é um Alerta, não é uma histórinha. Os livros são de graça ninguém pode vender essas informações.

Viu? Leia o livro do sujeito, senão você se f(*) junto com o resto do mundo. Isso é que é marketing de livro.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Pérolas Teológicas

Por que Deus criou a Terra em 7 dias?


pq em kda dia (c é q existia dia e noite)


Ele se concentrou mais em fazer kda lugar da terra, mas eu num acho q ela parou por ai...


duvido q somoms as únicas formas de vida no universo, eu acho q existee uma "terra" parecida com a nossa mas q ainda n a achamos e vamos demorar um pouco para isso, e pode ser tmb q essa outra "terra" jah esteja mais avançada tecnologicamente do q a gente.


Segundo essa doutrina, Deus é fêmea, meticulosa (um dia para cada lugar) e precavida (por via das dúvidas, fez mais uma Terra).


Por falar em Deusa


essa história de Adão e Eva é tudo uma blasfêmea. o Adão é que tinha que vir da espinha de Eva, pois já foi comprovado científicamente que o cromossomo XY (o dos homens) é uma degeneração do cromossomo XX (o das mulheres).


Blasfêmea seria uma blasfêmia contra o sexo feminino? O contrário seria um blasmacho?


Sobre o ateísmo


muitos se dizem eteus e dão várias explicações sobre as cotradições da bíblia.tambem não acredito que deus seja um velhinho sentado num trono esperando pra nos levar pro ou pro inferno,mas esta não é a única noção que existe sobre deus.deus pode ser encarado como a causa primeira de tudo,ou,como dizem muitos místicos,a inteligencia suprema,a consiencia cosmica etc.


neste tópico minha intensão não é de protestar contra os que se dizem ateus,e sim de alertar pra não tirarmos conclusões precipitadas,pois devemos sempre olhar as coisas por vários ângulos antes de tirar-mos conclusões.


Velhinho sentado num trono esperando pra nos levar pro (com acento)? Já vi muita religião esquisita, mas essa aí...


Deuss


deus oq falar sobre ele meu caro amigu a biblia fla muitas verdades porem foi muitu mudaada pela igreja entaum hj c vc realmente quer te fe em algu naum tente raciocinar nd apenas sinta naum pense em nd + pense em td ao mesmu tempo c vc me entendi sabe deus esta em td na natureza nas crianças q vc ve brincar na rua ou até no mendingu sujo q pede deinheiru no farol entaum c vc quer sentir algum contato com algu maior faça issu tire tds preucupações da kbeça esquessa o material nós tds somos um só ...quandu vc entrar na frequencia em q estou flanadu ira entender melhor issu abarços a tds e muita paz


Texto litúrgico, na misteriosa e arcaica língua hermética secreta do Deuss Oculto.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Citações do Livrinho Dourado – III

Os Casamentos

Por que tantas pessoas, na maioria de pouca ou nenhuma religiosidade, passariam uma ou duas horas em um templo superlotado, para ouvir um clérigo, basicamente, anunciar a um casal que, daqui em diante, podem fornicar com a benção celestial? Claro que é pela boca livre posterior, cuja fartura será proporcional ao bolso e ao ego dos pais da noiva. Claro também que os espertos aparecem apenas no fim da cerimônia, a fim de, pela conspícua presença na fila dos cumprimentos, validarem o acesso ao festim.

Em casamentos, a voracidade dos convivas é notória desde a Antigüidade, e a sede, mais ainda. Tanto é assim, que, segundo os Evangelhos, o primeiro milagre de Jesus consistiu em resolver o problema de um casamento onde o vinho tinha acabado.

Os Aniversários

Não considero a maioria dos aniversários como forma de Boca Livre, no sentido mais estrito. Isto porque, em determinado grupo de familiares e amigos, na média, ao longo de um ano, todos oferecem festas e todos ganham presentes. É um jogo de soma zero, menos para os comerciantes. Admito, entretanto, que certos aniversários possam adquirir conotações de Boca Livre, desde que o valor do evento, tal como percebido pelo usuário, seja significativamente superior ao numerário gasto no presente. Nesse caso o convidado passa a sentir o gostinho de estar levando vantagem, ingrediente psicológico essencial à Boca Livre.

Os Negócios

As festas de fim de ano das empresas são certamente um tipo de Boca Livre muito apreciado, pois dão aos funcionários o gostinho de, pelo menos uma vez por ano, estarem levando alguma vantagem às custas do patrão. O atual paroxismo capitalista tende a sufocar as formas tradicionais de Boca Livre, enquanto fomenta a Boca Livre corporativa. Boa parte de meus seminários se destina ao treinamento de executivos. Eles procuram na Sociologia Eleuterostomática, em primeiro lugar, um bom desempenho em todas as modalidades de Boca Livre que sejam diretamente ligadas aos chamados setores produtivos. Isto inclui não só as festas de fim de ano empresariais, como os jantares e os almoços profissionais, e até a horrenda instituição dos cafés da manhã de negócios.

domingo, 22 de abril de 2007

Citações do Livrinho Dourado – II

A Idade Moderna

Veio a Idade Média, e depois a Idade Moderna, e as cortes dos reis e de potentados menores passaram a funcionar como bocas livres permanentes, com o grau de magnificência permitido pelas posses e pelo poder de cada governante. Porque iria um nobre francês assistir às solenidades de defecação do Rei Sol, senão pelo conseqüente privilégio de passar a existência degustando os acepipes e vinhos de Versalhes?

Quando preciso de um exemplo realmente chocante do que as pessoas estão dispostas a fazer por uma Boca Livre, menciono as cerimônias de defecação real em Versalhes. Patrocinadores de Bocas Livres, atenção: não exijam menos do que isso de seus convidados; caso contrário, eles não os respeitarão.

A Era Contemporânea

No mundo contemporâneo, a Boca Livre continua a atrair pessoas como a lâmpada atrai mariposas. Ricos e famosos dependem das Bocas Livres para se manterem presentes na mídia, principalmente nas revistas de consultório de dentista. Recém-ricos e recém-famosos dependem da Boca Livre para obter a homologação de seu novo status. Ex-ricos e ex-famosos continuam a penetrar nas Bocas Livres que conseguem, para tentar retornar aos círculos dourados, mesmo sentindo a agridoce saudade dos bons tempos. Dante disse que nessun maggior dolore che ricordarsi del tempo felice nella miseria, mas a dolorosa lembrança do tempo feliz é bem anestesiada por uma Boca Livre caprichada.

Enfim, aspirantes a ricos e famosos devem freqüentar as Bocas Livres como estágio probatório indispensável. No início da carreira, devem fazer por onde serem convidados para as Bocas Livres mais promissoras; uma vez que tenham adquirido fortuna ou fama suficiente, passam a ser recém-ricos ou recém-famosos, recaindo-se em um dos casos anteriores.

A Democracia

Nos tempos modernos, a Boca Livre globalizou-se, profissionalizou-se e democratizou-se. Ela existe através dos almoços de negócios dos executivos, dos banquetes e coquetéis dos congressos científicos, dos vernissages dos artistas plásticos, das noites de autógrafos dos escritores. Não é exclusividade dos privilegiados; conforme o lugar, os grupos sociais das periferias urbanas se congraçam em torno de churrascos, feijoadas, mocotós, macarronadas ou maioneses, e dos correspondentes em outras culturas. Ai do político moderno que não se dispuser a degustar a maionese e a farofa do eleitor e, vez por outra, os mais ambiciosos têm que arriscar até uma buchada de bode.

Nota de Basileu Xilóforo: os nomes das iguarias foram adaptados a nossa cultura. No original inglês, o professor Freiermund se refere a pratos populares anglo-saxônicos. Adotei a buchada como substituto do haggis escocês.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Citações do Livrinho Dourado – I

A Pré-História

Um dos primeiros antropóides a usar armas abateu um mamute e chamou todos os parentes, vizinhos, amigos e amigos dos amigos à primeira das Bocas Livres. O caçador de mamutes obteve retorno na forma de influência, alianças e fêmeas de boa parição, propagando seus genes e perpetuando a estirpe. Bem nutridos, os comensais da boca livre pré-histórica também se perpetuaram, reforçando o que se denomina eleuterostomatotropismo: a irresistível atração da Boca Livre. O processo seletivo refinou as próprias bocas livres: os que sabiam fazer o fogo podiam oferecer quitutes de carne cozida, e as bocas livres destes eram as mais disputadas: A Boca Livre também é motor do progresso técnico.

A Antiguidade

Os nômades superavam os caçadores porque podiam oferecer carne de bois e carneiros, mais macia que as rijas carnes de caça, principalmente quando ainda não se dominava de forma segura a técnica do faisandé. Os agricultores por sua vez superaram os nômades, pois podiam oferecer o pão e outros derivados dos cereais, e principalmente a cerveja e o vinho. Desde então, o álcool tornou-se ingrediente quase obrigatório da Boca Livre.

A partir daí, a Boca Livre tornou-se elemento indispensável do tecido social dos agrupamentos humanos. Através das idades, podemos identificar os estágios da Boca Livre em cada sociedade: os grandes festivais dos gregos, manipulados por seus astutos políticos, fossem tiranos ou democratas; os muitos episódios bíblicos de Boca Livre; o pão e circo com que as elites romanas sustentaram seu Império por tantos séculos.

Pão e Circo

Tal como ocorreu nos campos político e jurídico, permanece até hoje a concepção romana da Boca Livre, centrada no panis et circenses. O pão sem circo jamais se caracteriza como Boca Livre: ninguém aplicaria este termo a um sopão de uma organização filantrópica. O circo é que contribui o ingrediente lúdico e prazeroso, necessário ao fascínio da instituição. Mas, ao longo dos séculos, o conceito muito evoluiu. A plebe romana precisava do sangue dos gladiadores e dos cristãos. Hoje, o lado circense atingiu um nível de refinamento e abstração que beira o zen: a Boca Livre se tornou auto-referencial. O próprio evento é o espetáculo; o salão de festas é o picadeiro; o ver e ser visto é a performance.

O aspecto lúdico explica também por que as melhores Bocas Livres são aquelas em que se penetra sem convite.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Arroz de frango

Receita

2,5 kg de sobrecoxas de frango

Pimenta do reino preta

Sal de alho

1 cebola

1 litro de água

2 cubos de caldo de galinha

2 colheres de sopa de óleo

1 pedaço de raiz de cúrcuma (uns 3cm)

500g de arroz para risoto

50g de manteiga de garrafa

2 tomates

3 molhos de coentro

1 molho de salsinha

30g de rapa de manteiga de garrafa

Lavar as sobrecoxas, que devem ser de primeira qualidade, de preferência do tipo light, do qual não é preciso retirar a gordura. Temperar com a cebola em pedaços, o sal de alho e a pimenta do reino, abafando por uma hora. Retirar a cebola, batê-la com um pouco da água, no liquidificador, e levar à fervura, juntando os cubos de caldo de galinha. Picar o tomate, a salsinha e o coentro. Fritar as sobrecoxas no óleo, até que comecem a dourar; reservar. Cortar a raiz de cúrcuma em fatias finas e fritar no mesmo óleo. Juntar a manteiga de garrafa e fritar o arroz. Juntar as sobrecoxas, o tomate, a salsinha e o coentro, misturando sempre. Juntar o caldo para cozinhar o arroz. Na hora de servir, jogar por cima a rapa de manteiga de garrafa.

Acompanhamentos

Um legume discreto; por exemplo, abobrinha picada com tomate, alho e manjericão, embrulhada em papel de alumínio, e assada no forno.

Vinho

Por exemplo, um bom Carmenère, servido a cerca de 16ºC.

Sobremesa

Sugere-se uma torta gelada de limão, acompanhada de um cálice de vinho de sobremesa.

Comentários

Esta é uma versão ligeiramente italianada de um dos pratos mais tradicionais do Piauí, o arroz com capote. Capote é galinha d’angola que, sendo realmente uma avis rara no sudeste, foi substituída pelas sobrecoxas de frango. Para que a substituição seja válida, as sobrecoxas devem ser do tipo de qualidade especial, já disponível em supermercados. Pelo visto, não falta muito para chegarmos ao frango de denominação controlada, como o poulet de Bresse. O prato original é feito com arroz comum, mas fica melhor com arroz próprio para risoto, de tipo italiano.

Manteiga de garrafa pode ser encontrada em mercearias que vendam produtos nordestinos. Mais difícil é encontrar a rapa da manteiga; em último caso, substitua-se por um bom parmesão ralado, tornando o prato ainda mais italianado. Quanto à cúrcuma, é mais comum encontra-la em pó; mas o pó tem apenas a cor, enquanto a raiz preserva o sabor. Em muitos lugares é vendida com o nome de açafrão, mas o açafrão verdadeiro, de origem espanhola, é formado por estames; a cúrcuma, de origem indiana e usada como base dos pós de curry, é parecida com o gengibre, de quem é parente.

domingo, 8 de abril de 2007

O Livrinho Dourado

A Sociologia Eleuterostomática tem recebido manifestações de gratificante reconhecimento, por parte do público. Um exemplo é este testemunho de uma participante de nossa antiga Comunidade de Comportamentos Inusitados:

Para mim, a Ciência da Boca Livre parece muito séria sim, porque, na minha humilde opinião, está no âmago das relações sociais. Não existe sociedade que não celebre a Boca Livre, de alguma maneira. Quanto ao principio de que não existe refeição gratuita, não imagino nada socialmente mais verdadeiro; um exemplo simples e conhecido é o reles aniversário infantil... Vá lá numa festinha dessas sem presente, para você ver... Vai ser o vilão, o mal educado... Quanto mais eu reflito nessa teoria, mais eu vejo o quanto nós somos primitivos, ainda...

Por outro lado, economistas liberais, talvez invejosos do sucesso do professor Freiermund nos círculos empresariais, às vezes criticam o fundamento basilar da Sociologia Eleuterostomática, ou seja, o Princípio Fundamental da Boca Livre: Boca Livre, todo mundo gosta. Para esses críticos, o PFBL (em inglês, FPFL, Fundamental Principle of the Free Lunch) contradiz o chamado Princípio da Inexistência de Almoço Grátis (PIAG; em inglês, NFPL, No-Free-Lunch Principle). O ilustre Professor Milton Friedman, Prêmio Nobel de Economia, é geralmente citado como o autor do PIAG; pessoalmente, acredito que tenha sido formulado pelo escritor de ficção científica Robert Heinlein, na forma TANSTAAFL (isto é, em inglês caipira: There ain´t such thing as a free lunch).

Segundo o Professor Freiermund, não há contradição alguma. Esses princípios funcionam em escalas completamente diferentes, como acontece as Físicas Clássica e Quântica. O PFBL trata de fenômenos individuais, financeiros e de curto prazo; TANSTAAFL é aplicável a problemas coletivos, econômicos e de longo prazo.

Para dirimir essas e outras dúvidas, o Professor consolidou sua Ciência em uma alentada coleção de vinte e sete volumes, a Einführung in die theoretischen Grundlagen der Kostenlosenessenswissensschaft (Tradução literal: Introdução aos fundamentos teóricos da ciência do comer de graça). Para os profissionais, o nível de rigor teórico e de completeza dessa obra é essencial.

Entretanto, para os interessados apenas nas aplicações práticas, o grande mestre usou seu notável poder de síntese, e produziu, a pedido de seu editor americano, uma edição popular do compêndio. Com o auxílio de um aluno americano de pós-graduação, conseguiu resumir os principais aspectos práticos da Sociologia Eleuterostomática em um pocket book destinado a executivos e amadores interessados, intitulado The Free Lunch Users' Guide.

O editor do livreto escolheu uma capa de tom dourado, destinado a lembrar a opulência real ou imaginária, sempre associada com a Boca Livre. Não demorou para que viesse a ser conhecido como O Livrinho Dourado do Professor Freiermund, por analogia com O Livrinho Vermelho do Presidente Mao ou o O Livrinho Verde do Aiatolá Khomeini.

Colocarei, nas próximas crônicas, algumas citações do Livrinho Dourado, em tradução de minha modesta lavra. Oxalá sirva para dissipar dúvidas quanto à natureza e métodos dessa importante Ciência.

domingo, 1 de abril de 2007

A Ciência da Boca Livre

Hoje quero reapresentar o professor Johann Sebastian Freiermund, meu ilustre mestre na Sociologia Eleuterostomática, ou Ciência da Boca Livre. O professor já é conhecido dos leitores de A Grande Fênix e dos participantes da primeira Comunidade de Comportamentos Inusitados. Nada melhor que uma pequena biografia escrita pelo próprio professor, que me limito a traduzir:

Sou professor na Universidade de Heidelberg, onde tive a satisfação de orientar Basileu Xilóforo em um de seus pós-doutoramentos. Também ministros seminários executivos em todo o mundo, treinando tanto patrocinadores quantos usuários de eventos de Boca Livre. Esses eventos me ajudam tanto a explicar essa ciência fascinante aos leigos interessados, quanto a conseguir algum financiamento adicional para minha pesquisa. Os brasileiros estão entre os praticantes mais entusiásticos de Boca Livre; por isso, sou convidado freqüentemente a apresentar meus seminários nesse país fascinante. Como a maioria de alemães, gosto de cerveja, futebol e mulatas, embora eu seja um pouco velho para fazer muita coisa em relação ao último item. Devo confessar que acho o carnaval demasiadamente agitado para mim, seja no Rio, em Nova Orleãs ou em Munique. O mesmo vale para o samba, ou, aliás, para as polcas de cervejaria. Quanto para à feijoada, décadas de Boca Livre estragaram um tanto meu estômago e paladar. Conseqüentemente, quando não estou em atividades profissionais de Boca Livre, prefiro salgadinhos e aperitivos, tais como se pode achar em Imbisse alemães e em botequins brasileiros.

Infelizmente, o exercício dedicado da profissão trouxe ao mestre desagradáveis seqüelas estomacais, que, entretanto, tiveram um resultado também inusitado: o professor consome, quase exclusivamente, comida de botequim. Não só por esse sacrifício pela Ciência, mas por inúmeras outras contribuições, deu-se seu nome ao Princípio de Freiermund, o mais importante de toda a Sociologia Eleuterostomática. Como diz ele:

Meus colegas foram muito amáveis em batizar esse princípio com meu nome, mas, de fato, apenas formalizei uma noção intuitiva e bem conhecida. Prefiro chamá-la de Princípio Fundamental da Boca Livre: A humanidade tem irresistível compulsão e fascínio indomável por refeições gratuitas. Dizendo de outra maneira, em termos mais populares: Boca Livre, todo mundo gosta. Tal atração irresistível é chamada eleuterostomatotropismo. Provavelmente, apareceu no alvorecer da humanidade, quando os primeiros caçadores mataram uma caça muito maior do que eles e sua família imediata podiam comer; digamos, mamutes ou preguiças gigantes. Assim, convidaram parentes, vizinhos, amigos e amigos dos amigos, e deram festas para partilhar aquela carne. O retorno do investimento veio de diversas maneiras: convites para eventos similares, alianças, redes da influência e fêmeas com bom potencial de parição. Tudo isso aumentou as possibilidades da sobrevivência para os genes desses caçadores, reforçando a propensão á Boca Livre, como patrocinadores ou usuários.

Os xenoetólogos consideram a Sociologia Eleuterostomática com uma das principais ramificações de sua ciência, com o mesmo nível de rigor científico. O nome dessa especialidade deriva das palavras gregas ελεύθερος (livre) e στόμα (boca). A primeira palavra lembra o nome próprio Eleutério, que significa livre. A segunda, em caracteres latinos, fica stoma, plural stomata. Estomatologia, por exemplo, é uma disciplina da Odontologia.

terça-feira, 27 de março de 2007

Jogo dos N Erros

Este jogo altamente educativo consiste em descobrir quantos erros diferentes contém uma pérola. Vale tudo: erros de ciência, de história, de português... É parecido com descobrir erros em filmes, só que muito fácil e (acho eu) mais divertido. Teste sua proficiência com as amostras abaixo. Em preto, os rápidos comentários sobre cada um.

Marte

disserão q em marte tem varios tuneis levando ao centro dele, e que so vidas autamente inteligente teriam feito aquilo...

os ets..

Vai com o milho e já volta com o fubá. Rápido e rasteiro.

Por falar em ETs

Acredito que existam varias raças .. como por exemplo

Norticos onde em muitos livros e coisas na antiguidade os habitantes da terra os ve como anjos ou deuses os quais estão na terra para poderem .. nos ajudar na evolução mas sem interferir por causa do livre arbitrio.

Os cinzentos os que todos conhecem .. onde no universo são conhecidos como cientistas e que muintas pessoas relatam os mesmos .. estes somente veem para judiar dos humanos .. e nada mais.

os Orinianos da constelação de orion .. seres semelhantes a aguias que fazem parte junto com os norticos .. da federação intergalactia que tem como objetivo ajudar planetas. vc podem achar que to viajando ma eu acredito em tudo isso.

E onde ficam os Klingons, os Vulcanos, os Borgs, os Ferengi, os Minbari, os Centauri, os Ewoks, os Wookies?...

Fim do mundo

e verdade q o mundo vai acabar em 2012?

eu vi uma reportagem em q falava do futuro mas q foi feita a mil anos atras e disse q o papa moreria no final de 2004 e ele morrel no começo de 2005. e q o mundo acabaria em 2012 eu teria o q 21 anos...

sera q eles tão controlando mesmo nos pois qm sabe se essa pesquisa e recentimente...

mas eu li faz tempo e pq nos temos um prescentemento q vivemos aquilo um,a vez e ta se repetindo, a sençação q2 aquilo ja aconteceu????

Fim do mundo + 2012 (profecias maias?) + Papa + Aqueles Que Tudo Controlam (o Grande Dragão?) + Déjà vu...

Arca de Noé

certa vez essa questão me veio a cabeça e me confundiu... eu era muito religioso inexperiente e novo... parecia bobeira da minha parte mas realmente isso me incomodou. sendo assim eu parei e pensei um pouco... pensei q poxa na época q foi "inspirada" a biblia o focu dakela gente era o país em q viviam, suas chamdas tribos no caso do povo judeu os grandes sábios não faziam idéia de quanto o mundo era grande...de q poderiam existir terras, animais e povos diferentes doq eles conheciam assim eles vieram com akela história do dilúvio ai entra uma coisa impossivel em termos de logistica como um homem só podria construir sozinho pu com ajuda do filho sei lah uma arca tão grande a ponto de caber um par de cada animal dentro dele... sendo que não se conhecia 1/4 das éspécies q se conhece hj em dia. e assim o dilúvio varreu a iniquidade da "terra" ( que eles nem imaginavam o tamnho) e asim foram salvos todos akeles q estavam na arca... e como eles salvaram as espécies nativas por exemplo a jaguatirica nossa conhecida aki do brasil por exemplo? então concluindo se eles não tinham idéia sequer do tamanho do mundo como poderiam imaginar a existencia de lagartos grandes?

Aspectos práticos da Arca de Noé... essa discussão vai longe!

sexta-feira, 16 de março de 2007

A espantosa sobrevivência da astrologia

Por que a astrologia sobrevive de forma espantosa há tantos milênios, mesmo contradizendo frontalmente a ciência dos últimos séculos? Além disso, ao contrário do criacionismo, não tem apoio de qualquer religião significativa, ou base em qualquer Escritura difundida. Pelo contrário, é explicitamente considerada pela Igreja Católica como uma reprovável superstição. Mesmo assim, existe muito mais gente que acredita em horóscopos do que no criacionismo.

Para mim, se deve a fenômenos psicológicos simples, sem muita relação com religião ou ciência. Em primeiro lugar, os astrólogos têm milenar tradição de bajular os poderosos. Como estes, em geral, têm inteligência acima da média (senão não seriam poderosos por muito tempo), bajular as pessoas comuns é ainda mais fácil. Os astros são apenas pretextos para falar do assunto que mais interessa às pessoas: elas mesmas. Têm sido usados outros pretextos, como borras de café, folhas de chá e entranhas de aves (para desgosto da Grande Fênix), mas os astros são bem mais práticos. E, para muitos eruditos da antiguidade, a astrologia servia de ganha-pão, enquanto estudavam a astronomia.

Assim, quando o horóscopo, o biscoitinho da sorte ou a Sorte do Dia do Orkut fazem uma análise ou previsão, geralmente tem as seguintes características:

1. É bastante vaga (por exemplo: Seu destino mudou completamente hoje).

2. É geralmente positiva e otimista: algo em que as pessoas gostem de acreditar (por exemplo: Você nunca vacila ao lidar com os problemas mais difíceis ou Seus planos atuais serão bem-sucedidos).

3. Geralmente aconselha o mesmo que o bom senso (por exemplo: Seja cuidadoso em empreendimentos arriscados).

E o mais importante de tudo, se você não concordar com algum detalhe de seu horóscopo, tem um excelente pretexto para falar de si: Não, eu não sou bem assim, sou assado... E falar de si, para a grande maioria das pessoas, é algo delicioso, que as convenções sociais normalmente reprimem.

Um amigo meu, durante certo tempo, se passou por astrólogo para pegar mulher (não foi o Zé). Dizia ele que funcionava; de fato, ele costuma andar bem servido, mas não sei se a causa disso eram os mapas astrológicos que ele fazia. Uma comprovação científica exigiria mais amostras de dados, mas é, sem dúvida, plausível, já que toda conquista envolve manipulação psicológica, no estilo da que acabei de descrever. A interpretação dos mapas induz a consulente a falar de si mesma, confirmando ou retificando as análises; em geral, confirmando, pois todo astrólogo toma o cuidado de fazer análises as mais lisonjeiras que puder. E, ao falar de si mesma, a musa fornece, sem nem perceber direito, informação vital para uma segunda onda de ataque...

sábado, 10 de março de 2007

Pérolas do Orkut: Buracos Negros

Na pérola anterior, tivemos a opinião de um abalizado astrofísico amador sobre os misteriosos Buracos Negros. O mesmo autor publicou várias pérolas sobre o assunto:

explicando

Quando eu disse "borda" nao sei se repararam esta entre aspas? Não?

É uma forma de explicar como estamos afastados de outros lugares, estamos em uma "zona" muito afastada por isso estamos longe do perigo dos buracos negros, porém, existe o risco constante de meteoros se chocarem com a terra, que nao vem ao caso dizer pq nao se chocam, ja que existem tantos sabios aqui devem saber.

Isso, explica tambem pq ateh hoje tb nao temos o conhecimento de outras formas de vidas, mais existem grupos, equipes que trabalham ocultamente para fazer estudos desse caracter, o "profissional" na area ai deve saber.

nao vem ao caso dizer pq nao se chocam, ja que existem tantos sabios aqui devem saber: que obra-prima de argumentação!

entendao

Podem continuar me chamando de louco, como eles dizem foge do senço comum por isso muitas coisas nao (sabem) sabemos.

Bom, eu posso ateh ver coisas que me provem, que nao estou errado, agora de onde tiraram suas teorias de Atlântida, Egito e outras coisas nao foi do que leram?

Eu nao, eu acompanho.

Que método de conhecimento será esse acompanhamento, superior à leitura? Como será que se acompanha um buraco negro no centro do Universo, se nós, segundo o autor, estamos na borda?

Mas há que tem tenha outras opiniões sobre buracos negros:

Non eczistem....Assim como demônios, duendes e espíritos....Isso é força da PARAPSICOLOGIA associadoa ao ECTOPLASMA de uma progeção du SUBCONCIENTE sobre o meio. Se ecziste buracos negros que entortem o MEO DEDO....huhaihua

É Diógees vc tem toda a razão...Buracos negros realmente NON ECZISTEM!!!!!!

Isso é que é ceticismo!

Teoria sobre o Big bang

Um monte de chocolate...

o mundo era apenas chocolate. Dos mais diversos tipos. De tanta caloria, deu origem à explosão mais estudada de todos os tempos, seguida por Hiroshima & Hagasaki.

Versão modernizada de algum mito asteca?

eu so bem novo (14 anos) naum tive ainda aulas de fisica sobre isso, mas minha irmã q eh fisica me explicou o q eh um buraco negro.

eu li um dia (naum lembro aonde) q ja foi detectado o escape de radiaçao d um buraco negro.

naum lebro c era luz, mas tenho kuase certeza q sim.

entaum pelo menos pekenas quantidades de luz (ou outro tipo d radiação) escapam sim d um buraco negro.

ME CORRIJAM C EU NAUM USEI TERMOS CORRETOS

E o garoto está quase certo... ele está falando da radiação de Hawking...

E agora, o prêmio Hawking de Teorias sobre Buracos Negros vai para...

buraco negro.. eh a anti materia ke suga td a seu redor.. um diah td serah sugado novamente e havera outra explosaum pela atraçao da anti materiah e o universose formara novamente.. acho ke eh apartir dai ke ha a existençia.. ele pode ser do tamonho de uma cabeça de alfinete ke pesa no universo.. sugando td em forma de aspiral.. a kra eh uma coisa mto loka.. fiko loka de pensar nisso hehe =)

Falou...

domingo, 4 de março de 2007

Paleodoxias (Crenças Arcaicas)

Este tema do blogue visa a discutir as paleodoxias, nome que a Xenoetologia dá às crenças arcaicas. Seguem alguns exemplos de paleodoxias, com as proposições científicas respectivamente contraditórias:

1. Criacionismo × Evolucionismo.

2. Astrologia × Astronomia.

3. Alquimia × Química.

4. Terra oca × Terra com núcleo.

5. Sistema geocêntrico × Sistema heliocêntrico.

6. Terra plana × Terra redonda.

7. Flogístico × Oxigênio.

8. Éter × Relatividade.

9. Geração espontânea × Microorganismos.

10. Humores (sanguíneo, fleumático, colérico e melancólico) × Sistema circulatório, hormônios etc.

De todas as citadas acima, as duas primeiras continuam com legiões de adeptos. A Alquimia e a Terra Oca tem alguns, nas franjas do extremo esoterismo. E as demais parecem esquecidas. Portanto, concentrarei as primeiras crônicas do blogue na astrologia e no criacionismo.

Notem que a Xenoetologia não está nem um pouco preocupada em debater ou rebater as proposições de astrólogos e criacionistas, como não se propõe a debater a possível existência de Papai Noel ou da Mula Sem Cabeça. Lenda é lenda, não importa se seus crentes são dez ou dez milhões, se são crianças ou adultos, se são silvícolas ou habitantes das cidades.

Interessa, sim, discutir o Inusitado dessas crenças, que se manifesta de múltiplas formas. Por que certas crenças desaparecem depois que são desacreditadas pela Ciência, e outras insistem em permanecer vivas? Por que algumas, como a astrologia, se contentam com a presença na mídia, enquanto outras, como o criacionismo, exigem ser ensinadas nas escolas? Por que os adeptos dessas crenças interpretam literalmente certos trechos de escrituras religiosas, e ignoram outros? Por que ora tentam buscar apoio da Ciência, ora desprezam a evidência científica?

Mas a maior de minhas perplexidades é: Por que alguns são tão silenciosos, e outros tão chatos e barulhentos?