domingo, 28 de junho de 2009

Formigas céticas, aranhas ciumentas e ratos sábios

Formigas ferozes versus monges pacifistas

No templo budista de Ang Hock Si, na Malásia, os monges e seus fiéis costumam meditar sob uma figueira sagrada. Entretanto, apareceu uma praga de formigas na figueira, e eles costumam cair sobre os devotos, e as picadas são dolorosas. Os monges são capazes de ignorar a dor por meio de um tipo especial de meditação, mas, segundo diz notícia da BBC Brasil, em consideração aos devotos menos avançados no caminho da luz, os monges estão procurando formas de persuadir as formigas a ir embora. Bem, isto depois de tentarem um aspirador de pó, que não deu certo.

Os monges são proibidos de fazerem mal às formigas, ou encorajar alguém a fazê-lo, mas, dizem que, se alguém aparecer espontaneamente e lidar com elas sem o envolvimento deles, esta terá sido a vontade do universo.

Como se vê, bobos eles não são. Como diria filosoficamente o Zé Mineirim, num caso desses: uai, se alguém dé um jeito nas bichinha, fazê o quê, né, sô?

Aranha macho põe “cinto de castidade” na fêmea

Os machos da aranha-vespa (Argiope bruennichi) já correm riscos demais no amor, como acontece com os colegas de outras espécies aracnídeas. Sendo muito menores do que as fêmeas, costumam ser devorados logo após os finalmentes, fazendo as vezes de sobremesa. Para piorar, as fêmeas são promíscuas, e se houver outro macho disponível por perto, logo traçam esse também, em ambos os sentidos. Naturalmente, isso reduz a chance de cada macho de deixar descendência.

Mas não para o aranho-vespo. Simplesmente, na hora de tirar, ele deixa a pontinha do dito cujo lá dentro. De certa forma, é o simétrico daquela história de só a cabecinha. Com isso, se não conseguir fugir em tempo, pelo menos a descendência está garantida, já que a pontinha funciona como um cinto, ou melhor, uma rolha de castidade: outros machos não conseguirão depois depositar seu esperma. O tampão não atrapalha a postura de ovos, pois a fêmea tem portas separadas para a entrada e a saída. No final das contas, o macho fica meio castrado, mas pelo menos tem a garantia de que será um feliz pai.

Isso é que é medo de ser corno. Deixar um pedaço lá dentro, só para ter certeza de que os filhotes não vão sair com a cara do vizinho!

Ratos sabem da própria ignorância

Só sei que nada sei, disse Sócrates, demonstrada a capacidade dele para o que os cientistas chamam de meta-cognição, e muitos consideram como traço essencial da consciência humana. Bem, talvez não tão essencial; segundo Bertrand Russell, apenas os inteligentes são cheios de dúvidas, enquanto os imbecis são cheios de certezas.

Mas um estudo de Jonathon Crystal e Allison Foote, da Universidade da Geórgia, mostra que os ratos parecem estar no time dos inteligentes. Eles tinham que classificar sons emitidos pelos pesquisadores como “curtos” ou “longos’. Nos acertos, ganhavam uma porção de comida, e nos erros nada ganhavam; e podiam também desistir, em cujo caso ganhavam meia porção. Alguns sons de duração média eram difíceis de classificar e, nesses casos, desistir era uma estratégia mais segura. O estudo mostrou que, com o tempo, os ratos aprendiam sobre a própria capacidade de classificar, e só arriscavam quando sabiam que tinham alta chance de acerto.

Muita gente pode aprender alguma coisa com eles.

sábado, 20 de junho de 2009

Ciência confirma a importância da fofoca

Coisa, de resto, assaz conhecida em bairros, cidades do interior, empresas, escolas, famílias e outras organizações. Mas é a conclusão de um estudo do biólogo Ralf D. Sommerfeld, que analisa uma aplicação prática da Teoria dos Jogos. Mais de uma centena de voluntários participou de uma série de jogos. Os jogadores atuavam em duplas, tendo, em cada jogada, a opção de cooperar com o parceiro ou traí-lo. As regras eram tais que um jogador ganharia se traísse, mas não se o parceiro contasse com a possível traição. Portanto, era preferível construir a reputação de ser confiável.

Segundo o pesquisador, em notícia publicada no Estadão:

Em uma situação natural é improvável que possamos observar todas as pessoas com quem interagimos todo o tempo. É particularmente impossível 'ter estado observando' pessoas com quem só vamos interagir no futuro. Antropólogos e biólogos evolucionários supunham que essa informação (que não vem da observação) é adquirida por meio da fofoca.

Segundo o pesquisador, o novo estudo confirma a hipótese de que a fofoca transmite informação, e que essa informação é levada a sério. Só não se esperava que fosse levada tão a sério.

Em uma das rodadas do jogo, os participantes receberam relatórios com todas as jogadas anteriores feitas pelos colegas - quantas traições e quantas cooperações - além de uma fofoca artificial, que podia ser tanto positiva quanto negativa. A expectativa dos cientistas era de que, tendo o relatório para se basear, os jogadores ignorariam a fofoca na hora de decidir como interagir com o colega.

A suposição se mostrou falsa: 44% dos participantes do jogo mudaram de decisão ao tomar conhecimento da fofoca. Desses, 79% (ou 35% do total) decidiram cooperar sob a influência de fofoca positiva ou trair na presença de fofoca negativa. Com o nível de cooperação médio do jogo na ausência de fofoca em 62%, a presença de fofoca positiva elevou a taxa a 75%. Já a de fofoca negativa reduziu-a a 50%.

Fofoca tem um forte potencial para manipulação, que pode ser usado por trapaceiros para mudar a reputação de terceiros ou a própria, conclui o estudo.

A Teoria dos Jogos, que foi a base do experimento, ganhou o Nobel de Economia de 2007, com o trabalho de Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson. A mesma Teoria já tinha dado o Nobel a John Nash, retratado no filme Uma Mente Brilhante.

A conclusão é confirmada por artigo do psicólogo social Frank T. McAndrew, em artigo no número de outubro de 2008 da Scientific American Mind (resumo aqui). Segundo ele, fofoca é um fenômeno mais complicado e socialmente importante do que pensávamos. É um subproduto da psicologia que evoluiu nos tempos pré-históricos para permitir que nossos ancestrais sobrevivessem e prosperassem em suas comunidades.

Segundo .McAndrew, a fofoca tem vários aspectos positivos: a confiança no parceiro de fofoca, a ligação causada pela partilha de segredos, o aprendizado de regras sociais e culturais não escritas, a lembrança de importância de regras e valores sociais, o desencorajamento de comportamentos contrários às normas estabelecidas, e, talvez o principal, ser o meio mais direto de se comparar socialmente com os outros.

O autor argumenta que a fofoca faz parte de nossa identidade, e parte essencial do funcionamento dos grupos, e deveria ser vista como uma proficiência social, e não como um defeito de caráter. Mas, diz ele, há que se fofocar na medida certa: fofoque demais, e será visto como não confiável; de menos, e se isolará socialmente. O bom fofoqueiro seria aquele que partilha informação importante, mas sem parecer que está agindo no interesse próprio, e sabendo calar a boca na hora apropriada. E, finalmente, a fofoca seria um lubrificante importante das conversas do dia a dia.

Bem, eu devo ser meio esquisito, pois acho que estranho mesmo é considerarem-se positivas todas essas coisas. E as conclusões da pesquisa parecem uma confirmação do valor prático do cinismo...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Peixes cornos, gatos congelados e cães boa-vida


Dúvida quanto a paternidade leva peixe ao canibalismo

Peixes machos têm maior probabilidade de devorar os descendentes quando a paternidade é duvidosa, diz estudo publicado no periódico American Naturalist. Eles fecundam espalhando o esperma na água, e o artigo mostra que, quanto maior o número de machos presentes nesse momento, maior a chance de que um deles tente comer os ovos postos pelas fêmeas, já que é menos provável que ele seja o responsável pela fertilização.

Esse comportamento era previsto em teoria, mas ainda não havia sido confirmado. O estudo foi realizado com o peixe Telmatherina sarasinorum, encontrado em um lago da Indonésia. Os pesquisadores determinaram que as fêmeas, que podem ter certeza da origem dos ovos, nunca apelam para o canibalismo.

Eis a explicação evolucionária da origem do cornus ferox. E confirma a sabedoria rabínica, segundo a qual o judeu nato tem que ser filho de mãe judia. Pai não vale, porque nunca se tem certeza.

A propósito, o Manuel Rui Pontes conta que, um dia, o colega alentejano lá da malta da Alfama contou essa história ao vizinho chinês, e ouviu deste um estranho pedido. Imaginem, ó gajos, que o chinês me implorou que não devorasse meu filho mais novo. Ora pois, por que haveria de fazer tal barbaridade? Principalmente com o pobre pequerrucho, que nasceu de olhinhos meio fechados.

Americano processa polícia por apreensão de gatos congelados

Um sujeito do Tennessee está brigando na Justiça porque a polícia tomou 114 gatos e um cachorro que ele mantinha congelados no freezer. Diz ele que as congeladas tinham "valor emocional", e que pretendia enterrá-los num cemitério de animais que estava construindo. Alega também que um dos gatos congelados era muito grande, sendo candidato ao livro dos recordes, e que está sofrendo muito. A indenização pedida é superior a um milhão de dólares.

O inusitado não é propriamente dos animais, e sim do dono. Mas um Confrade de Csífodas (em linguagem usual, um capitalista) que eu conheço já percebeu a grande oportunidade de negócios. Vai lançar a Cryopet, na forma de grandes cemitérios-freezers para entes animais queridos.

Cerveja e pão para cães

Terrie Berenden, dona de uma pet shop na cidade holandesa de Zelhem, criou uma cerveja para seus cães weimaraner, feita de extrato de carne vermelha e malte. A cerveja Kwispelbier lançada no com o slogan “uma cerveja para o seu melhor amigo”. Kwispel é a palavra holandesa para balançar a cauda. A cerveja é quatro vezes mais cara que as marcas européias mais populares.

"Uma vez ao ano, vamos para a Áustria caçar com nossos cães, e ao final do dia, vamos para a varanda tomar cerveja. Então pensamos, meu cachorro fez por merecer", disse ela.

Enquanto isso, Foi aberta na Alemanha a primeira padaria de luxo exclusiva para cães, com uma ampla linha de biscoitos caninos e bolos de carne caseiros.A padaria The Dog's Goodies foi aberta na cidade de Wiesbaden, próxima a Frankfurt. A chef canina Janine Saraniti-Lagerin oferece a seus clientes caninos bolinhos mentolados, barras de cereais, tortas de atum e biscoitos de alho.

Donos de cães vêm de longe para experimentar as guloseimas. Clientes a caminho do Aeroporto Internacional de Frankfurt costumam parar na padaria para levar um presente especial para seus cães. Os cães que visitam a loja têm direito a sessões de degustação por conta da casa.

Ah, essa vida de cachorro...

sábado, 14 de março de 2009

O método xenoetológico

O método xenoetológico

O que é o Inusitado?

Estou abrindo este tópico para discutir o método da ciência xenoetológica, considerando que ele apresenta variações sutis, porém importantes, em relação ao método científico standard. Vou começar pela importante questão levantada por uma consulta de uma leitora:

Olá... estive estudando comportamentos humanos e fiquei com uma grande dúvida e acredito que o Sr. possa tirar minhas dúvidas... Comportamentos inusitados, seriam comportamentos não comuns...não usuais? Porém um comportamento que para mim pode ser comum, para o outro pode ser inusitado... Poderia ser visto,em sua concepção, por este ângulo? Por Exemplo... na atualidade não é muito comum as crianças de classe média e classe média alta brincarem de Cabra-cega, porém,conheço algumas famílias dessa classes, que ainda acreditam que o computador não é a melhor diversão para seus filhos e sim, o resgate das brincadeiras, onde podiam se tocar, olhar olho no olho, dialogar cara a cara... Essa família estaria tendo um comportamento inusitado diante da sociedade atual? Ou seria outra coisa? Mais uma vez agradeço sua colaboração. Abraços.

Prezada, se um grupo suficientemente grande de pessoas considerar esse comportamento como inusitado, passa a sê-lo, certamente. Vale o Princípio da Relatividade do Inusitado, um dos pilares da xenoetologia: o inusitado de uns é o normal de outros. Por exemplo, no campo gastronômico, a grande maioria dos brasileiros considera extremamente inusitado comer carne crua, peixe cru, caracóis ou queijo mofado. Só uma minoria considera normal degustar carpaccio, sashimi, escargots e roquefort.

Relatividade do Inusitado

Outro exemplo da Relatividade do Inusitado, que descrevo em mais detalhes em A Grande Fênix, narra uma cena passada em uma sauna nos Alpes austríacos. Nessa região, como geralmente ocorre na Áustria e na Alemanha, as saunas são mistas e sem roupa, todo mundo na maior desinibição. Roupa de banho é considerada como algo anti-higiênico; por aí vocês vêem. Mas o ponto alto é a cerimônia da efusão de vapor, comandada por alguma autoridade, quando disponível:

Em certas horas, a efusão é feita de forma mais tradicional. Escolhe-se para realizá-la um homem mais velho e de posição. Por exemplo, quando apareceu um cavalheiro respeitosamente cumprimentado como Herr Burgermeister, logo foi convidado a comandar a efusão. Soado o alarme, o prefeito despejou a água de cheiro anisado com uma jarra, e em seguida ficou a girar uma toalha vermelha, para fazer o vapor circular. Vê-se aqui um dos princípios básicos da xenoetologia, que é a Relatividade do Inusitado. Imagine o leitor o prefeito de sua cidade, pelado, girando uma toalha vermelha, e quarenta a cinqüenta pessoas em volta, igualmente nuas, aplaudindo e emitindo grunhidos de aprovação.

O Inusitado Absoluto

Segundo a Xenoetologia Clássica, ele não existe: para que algo seja considerado inusitado, é preciso que um grupo significativo de observadores assim o considere. É claro que existe a discussão prática sobre quantos observadores são necessários para caracterizar um Inusitado, mas esse problema pode ser resolvido com técnicas estatísticas convencionais. Assim, tal como nas pesquisas eleitorais, o tamanho do grupo de observadores poderia ser dimensionado em função da margem de erro desejada.

Na esteira da Física Moderna, surgiu a escola de Xenoetologia Relativística. Tal como na Física, longe de afirmar que tudo é relativo, a escola sustenta que existe um Inusitado Absoluto, que é o próprio Universo. Realmente, a Física Moderna é cheia de proposições contrárias ao senso comum, como a independência da velocidade da luz no vácuo em relação ao observador, as dualidades matéria-energia e onda-partícula, os buracos negros e horizontes de eventos, a superposição de estados e o gato de Schrödinger... Isso para não falar dos táquions, da matéria e energia escuras, das singularidades nuas e do Princípio da Censura Cósmica, do emaranhamento quântico e da ação fantasmagórica à distância... Alguns propõem, inclusive, que todo este corpo de conhecimento (e desconhecimento) seja denominado de Xenofísica.

Alguns teólogos católicos se consideram vingados, pois os mistérios da Xenofísica são tão anti-intuitivos quanto velhas proposições teológicas, que geraram muitos cismas, guerras e perseguições a hereges, como a Trindade, o Diofisitismo e a Transubstanciação. Mas termina aí a semelhança, pois os teólogos se baseiam em Escrituras, ou em determinada interpretação delas, enquanto a Física Moderna se baseia em dados empíricos, e está plenamente disposta a abandonar qualquer de suas teses a partir do momento em que seja refutada pela experiência...

O Fim da Censura Cósmica?


Isso posto, ao ler o último número da Scientific American que me chegou às mãos, sou surpreendido por um artigo que especula sobre o fim do Princípio da Censura Cósmica. Formulado pelo eminente físico e matemático Sir Roger Penrose (um ídolo da Vovó Quântica, que alega ter entendido tu-di-nho que ele escreveu, o princípio afirma:

Não existem Singularidades Nuas.

Singularidades são pontos em que a matéria é infinitamente comprimida, esmagada até a dimensão... de um ponto. Os casos conhecidos até então, além da singularidade que deu origem ao Universo, no Big-bang, são as singularidades existentes no interior dos buracos negros, que surgem do colapso gravitacional de grandes estrelas, muito maiores do que o Sol. Essas singularidades são pudicamente escondidas do restante do Universo pelos horizontes de eventos, barreiras gravitacionais tão poderosas que nem a luz as pode ultrapassar.

Sendo os buracos negros singularidades vestidas, pode-se formular o Teorema Careca (no-hair theorem), segundo o qual Buracos negros não tem cabelos (eu não disse que o próprio Universo é o Inusitado Absoluto?). Físicos às vezes gostam de ser engraçadinhos, quero dizer, usar metáforas, e o que isso significa é que dos buracos negros só três grandezas são observáveis externamente: massa, carga elétrica e momento angular (rotação, em suma). Todos os demais detalhes (os cabelos) são escondidos pelo horizonte de eventos.

E, dizem os físicos, isso é bom, porque numa singularidade todas as leis da Física se desintegram, e podem acontecer coisas mágicas, como, por exemplo, regurgitarem gosma verde ou meias perdidas (mais metáforas de físicos). Mas, graças ao Princípio da Censura Cósmica, tais imoralidades estariam escondidas pelos horizontes de eventos, impedindo que contaminem o restante do Universo com mágica. Continuando assim o Universo tranqüila e serenamente determinístico.

A novidade é que foram descobertos, pelo menos em teoria, modos de colapso estelar que podem levar à formação, não de buracos negros, mas de singularidades nuas, com todas as indecências expostas. Físicos estão agora ávidos por observar a nudez das ditas singularidades, o que se espera conseguir por meio de observatórios espaciais ultra-sensíveis, planejados para os próximos anos. Olhando pelo lado positivo, espera-se ver pela primeira vez diretamente coisas interessantíssimas, como... a gravidade quântica em plena ação.

O referido artigo da SciAm está on-line:

http://www.sciam.com/article.cfm?id=naked-singularities

Outros artigos:

http://www.astronomyreport.com/research/Seeking_Objects_Wierder_Than_Black_Holes.asp

http://www.sciencedaily.com/releases/2007/09/070924151118.htm

domingo, 25 de janeiro de 2009

A xenoetologia dos animais

Esta linha de tópicos será dedicada à discussão de fenômenos xenoetológicos entre nossos amigos do reino animal. Entretanto, inusitados relativos a nazistas, hackers e outros retro-mutantes não serão tratados aqui.

Passarinhos têm noção de necessidade futura

Alguns pássaros reconhecem a noção de futuro e fazem planos para o amanhã, descobriram pesquisadores da Universidade de Cambridge. De acordo com o estudo, publicado na revista Nature, um tipo de pássaro azul, o Aphelocoma californica, acumula alimentos, caso acredite que faltará comida no futuro. A notícia completa está aqui.

Nessa linha de estudos, espera-se que em breve a Ciência confirme o ditado popular: Passarinho que come pedra sabe...

Australiano bêbado captura tubarão com as mãos nuas

Um australiano capturou com as mãos um tubarão de 1,3m e conquistou fama de herói. O pescador Philip Kerkhof atribuiu o mérito à vodka que tinha bebido antes. Quando viu o tubarão nadando em águas rasas, Kerkhof atacou o animal, que estava roubando as iscas dele.

Esse fez mais vantagem que o Jaws, vilão do James Bond, que matou um tubarão a dentadas, pois não usou nenhuma prótese. Depois dizem que certas coisas de bêbado não têm dono. Vá se engraçar com um bêbado desses, para ver o que acontece. Aliás, parece que foi o que aconteceu com esse tubarão, pois ele chegou a arrancar um pedaço das calças do pescador, que assim explicou sua técnica: Fiquei por trás dele e, no fim, fui tentar dar a agarrada.

Preguiça de bicho preguiça frustra cientistas alemães

O Instituto de Zoologia Sistemática e Biologia Evolucionária da Universidade de Jena, na Alemanha, pretendiam que uma preguiça chamada Mats subisse um mastro, como parte de sabe-se lá qual experimento. Mas debalde esperaram, tentando todos os quitutes como incentivo, de quilos de pepinos ao melhor espaguete caseiro. Finalmente, concluíram que Mats não estava interessado no progresso da ciência, e o enviaram para um zoológico, onde agora pode dedicar-se placidamente a fazer o que as preguiças melhor fazem: porra nenhuma.

Para mim, foi uma demonstração de firmeza em uma filosofia de vida. As opiniões de meus colaboradores variam.

O eminente especialista em sistemas Manuel Rui Pontes comentou: Segundo um alentejano lá da malta, o mais feliz com o fim do experimento foi um sobrinho dele, que lá trabalhava como estagiário. Ter que ficar três anos a prestar atenção à preguiça, comer sandes, usar uma sanita portátil e sem tomar banho, até que não foi tão ruim. O pior mesmo foi não poder pregar olho durante três anos, atento aos mínimos movimentos da preguiça, que afinal não os houve! Cá de minha parte, achei essa conclusão sobre o interesse das preguiças no progresso da Ciência algo similar à do patrício que andou a cortar patas de aranhas para testar-lhes o mecanismo de audição.

Já o notório Zé do Crivo, na qualidade de Supremo Árbitro da Macheza, objetou: É evidente que se trata de um bicho-preguiça macho, e muito macho. Cá entre nós: você subiria em um mastro, e ainda por cima a troco de ganhar pepinos?

Nascem os filhotes de dragão de Comodo virgem



Cientistas britânicos, em artigo na Nature, anunciaram que Flora, um dragão de Comodo fêmea que nunca se acasalou ou mesmo conviveu com um macho, tornou-se mãe e pai de cinco filhotes. Foi a primeira vez que se observou o processo conhecido como partenogênese (nascimento virgem) em uma fêmea de dragão de Comodo, os maiores lagartos do mundo.

Em típica manifestação de humor britânico, disse um dos cientistas: Quando o primeiro dos bebês saiu do ovo, não sabíamos se deveríamos dar uma xícara de chá para Flora ou dividir com ela um charuto.

Outro sinal de atividades portentosas do Grande Dragão, segundo seus rivais da Grande Fênix. Este caso seria particularmente preocupante, pois nascimentos de mãe virgem costumam assinalar grandes momentos da história das religiões. Será algum desses bebês-dragão a Anti-Fênix? Ou todas elas, já que o Inimigo sempre trabalha com a redundância?

Os que acompanham novelas da Globo também terão percebido que o nome da dragoa em questão é bem sugestivo.

Nascem os filhotes de dragão de Comodo virgem

Mozart, um iguana residente em um aquário belga, teve seu pênis amputado, após uma semana de ereção permanente, pois corria risco de infecção. Tratamentos com pomadas e cataplasmas não adiantaram. That’s the bad news.

The good news is: Mozart não se importou muito, pois, como acontece com cobras e lagartos em geral, tinha dois pênis. Aliás, o que provocou o priapismo de Mozart foi exatamente a fúria sexual do dito, que em pouquíssimo tempo engravidou seu harém formado pelas fêmeas Truus, Pepina, Bianca e Johnny (Epa! Qual é a desta?).

No capítulo inicial de Os Cães e a Fênix (De Amores, Gansos e Marrecos), mostro como a hipersexualidade entre aves é tida pela Ordem da Grande Fênix como um dos sinais mais seguros de que a Fênix passou pela região, e genes seus estão presentes nas aves taradas. Do mesmo modo, a hipersexualidade entre répteis é tida como indício dos seres venerados pela Sociedade do Grande Dragão, ferozes inimigos da Grande Fênix. Parece ser o caso desse iguana, que ainda por cima recebeu o irônico nome de Mozart. Note-se também a presença de redundância na forma de um duplo pênis, comum entre cobras e lagartos, e característico do design dos Inimigos.

Voltando ao Mozart, infelizmente, as últimas notícias que tenho não propriamente de um final feliz. O agora amputado lagarto (peneta, seria o termo?) continua querendo fornicar, mas as quatro pouco compreensivas fêmeas aparentemente perderam o interesse nele. Exigentes, essas moças.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Pérolas cósmicas

Mestrado em Apometria Cósmica

História Cabalá

32 Caminhos e Coração de Deus

Interpretação Cabalística Gênesis

Pão-de-vergonha e "Big Bang" Espiritual

5 Mundos Cabalísticos

Recipiente de Deus

Árvore vida e 10 sephirás

10 sephirás e corpos sutis

Utilização Da'at

Acessar árvore vida e curar corpos astrais

72 nomes Deus como utilizá-los vida pessoal e atendimentos

232 portais cabalísticos utilização cura espiritual e material

Merkabah

Estados Consciência

Projeção mental

Projeção templos e naves

Ensinamentos Seres de Luz

Projeto Adâmico

Carma Culpa e Medo Interior

Corpos Multidimensionais Terapia Multidimensional

Mundos Paralelos Realidades Paralelas

Apometria comum técnica

Apometria cósmica técnica

Ressonância espiritual

Corrente mento magnética

Técnica Impulsoterapia

Técnica canalização

Unificação chacras

Unificação Seres de Luz

Formas Obsessão Espiritual e cura

Magia Negra e escravidão espiritual combate

Neutralização e reestruturação Cármica

Energia Espiritual e Telúrica

Portais espirituais internos

Superconselheiros

Acesso Mundo dourado Anjo dourado Shekiná

Eu Superior no mundo Carro Trono de Deus

Encaixe alma

Resgate e reconstrução corpos astrais

Recodificação DNA espiritual

Malha magnética Terra e Universo

Técnicas atendimento individual, grupo e distância

Acesso Templo Crístico Interno

Libertação antepassados

Acesso Eu Superior e Egrégora pessoal de Luz

Iniciação Egípcia energia Isis e Osiris

Ascensão Energética pessoal

Reestruturação Cármica

Ativação Maestria Pessoal e harmonização de dons

Acesso escolas espirituais

Interagindo Eu Divino

Reconstrução corpos astrais, retiradas implantes, chips, negatividades, elos cármicos e negativos, escravos e senhores espirituais, obsessores, resgate de corpos sutis e recuperação e reconstrução, saúde física e espiritual.

Vale créditos para o Doutoramento em Xenoetologia Aplicada, como Trabalho de Campo.

Papo atravessado

A obra de Armond realmente soa racista, uma vez que ele literalmente fala de raças de seres. Etnias de homens derivados de cruzamentos entre humanos primitivos e Anunakis. Ele expressou um conteúdo - bastante inovador para sua época - com os conceitos ainda bitolados e herdados por uma cultura européia bastante bruta. Os seres que entram em contato conosco hoje, os da linhagem humana, são simplesmente lindos. Existem os belíssimos louros de olhos azuis, e os belíssimos negros, em sua maioria carecas.

Como diria o Zé... esse papo... não sei não...

O porquê da morte

A velhice é considerada por seres superiores como uma doença. Um desgaste da ferramenta que possibilita nossa manifestação no plano físico.

Envelhecemos muito rápido pelo próprio ar que respiramos. A explosão de um planeta - que originou o cinturão de asteróides no nosso sistema - alterou os isótopos de hidrogênio, o deutério, que causa o envelhecimento precoce, e o planeta mais afetado foi a Terra. Nossa água ficou contaminada.

Esse isótopo, quando entra em contato com as nossas células, provoca o que nós chamamos de oxidação tecidual (stress oxidativo). Na tentativa de combater os danos causados pelo deutério, as nossas células ativam o chamado sistema anti-oxidante, que é formado tanto por substâncias enzimáticas como por não enzimáticas.

Com o passar do tempo a atividade desse sistema oxidante acaba gerando uma certa toxicidade. Conseqüentemente essa toxicidade gera a lise (morte) celular.

A verdade é que morremos para trocarmos de veículo. Como ainda estamos privados de ter nosso acesso à memória cósmica - densidade do planeta também atrapalha - então reencarnamos e nos sentimos como que marinheiros de primeira viagem aqui nesse planeta.

Importa é sabermos que somos muito mais que mero emaranhado de carne, ossos e química. E que temos o nobre objetivo de evoluir e a chance de aprender com as atitudes que temos a liberdade de tomar.

Como diz o Manuel Rui Pontes: Ora, pois, pois, e não é que agora é que entendi tudo?

Teoria e prática

SEMPRE COM PESQUISAS NOVAS!

Seque abaixo uma breve pesquisa sobre o TEMA TAQUIOES...

Um taquião é uma partícula teórica ou onda que viaja mais rápido que a luz num mundo teórico onde os objetos teem massa negativa e o tempo anda para trás. A energia do taquião é usada para varrer "subespaços", entre outras coisas, nos programas de ficção científica, tipo Star Trek. Até agora, não há provas empiricas da existência de taquiões. "Se existem, os taquiões seriam extremamente dificeis de usar no actual nivel da nossa fisica," afirma o cientista da NASA Tom Bridgman. Apesar de serem teóricos e, se reais, dificeis de usar, e se utilizáveis, de valor desconhecido, taquiões são os principais ingredientes numa linha de produtos da New Age que vai de camas a cintos, sapatos, pulseiras, almofadas, óleos de massagem e água de taquião.

O texto é da comunidade do Orkut Tachyons. O negrito é meu.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Tragédia eqüestre

Um homem de 40 anos morreu ao ser sodomizado por um cavalo em um sítio freqüentado por zoófilos, em Enumclaw, não longe de Seattle, Estado de Washington. “Do médico legista ao comissário, passando pelos investigadores, ninguém jamais viu algo remotamente parecido com isto”, disse o chefe da Polícia. A vítima sofreu graves lesões internas e seu corpo foi deixado por desconhecidos em um hospital de Seattle. As investigações revelaram que o sítio era especializado em zoofilia e oferecia cavalos, pôneis, cabras, ovelhas e cães, tudo anunciado na Web. Em suma, uma espécie de prostíbulo animal.

O Código Penal do Estado de Washington não considerava ilegal a zoofilia (que eu saiba, nem o brasileiro), mas, depois do incidente, o estado acabou aprovando uma lei que criminaliza tanto as relações sexuais com animais quando a filmagem delas. Sim, porque, conforme se descobriu posteriormente, a vítima fazia parte de um grupo de zoófilos que filmava suas atividades, e esses vídeos, naturalmente, acabavam chegando à Internet.

Segundo uma de minhas fontes na Companhia dos Enviados de Asmodeu, trata-se de um exemplo de hybris. Este conceito, nas tragédias gregas, designa a arrogância de quem quer superar os deuses, e atrai a vingança destes. Essa fonte, que reside em São Francisco, sede mundial daquela notável corporação mercenária, conhecia a vítima do trágico acidente. Diz ele que o pobre coitado (!!!) tinha a fantasia de se tornar mãe de um centauro. Seja como for, o caso ilustra o perigo do enrustimento: a vítima morreu porque demorou a procurar auxílio médico, temeroso de perder um emprego bem remunerado em conhecido fabricante de aviões.

Anteriormente, segundo minha fonte, a vítima tinha tentado se candidatar a uma vaga de guerreiro na Companhia. Ora, como sabem os que já leram A Grande Fênix, os Enviados são uma corporação de mercenários de elite. Para manter o adestramento, eles às vezes adotam procedimentos incômodos ou dolorosos. Por exemplo, corre o rumor de que eles ocasionalmente utilizam certos métodos de asseio corporal adotados em um estado do Sul do Brasil, baseados no uso de ponta de faca. Mas faz também parte do treinamento militar deles uma sólida formação em análise e prevenção de riscos. Assim, logo perceberam que o aspirante que não havia captado bem o espírito da coisa, estando apenas interessado nos aspectos mais masoquistas do treinamento asmodaico.

Posteriormente, um cúmplice foi localizado pela polícia, e se declarou culpado. Admitiu que tinha invadido propriedade privada para ajudar o amigo a perpetrar o ato, manejando uma filmadora com que registrou o evento. Essa parte da invasão de propriedade por entrar num estábulo sem permissão (de quem?) ficou um tanto forçada, mas foi o que resultou do acordo: o amigo foi apenas condenado a um ano de prisão, com suspensão da sentença, a uma multa de US$ 300 e a oito horas de trabalho comunitário. A promotoria desistiu de apresentar acusações de crueldade contra animais, porque o cavalo não se feriu.

E resta o principal mistério: como eles conseguiram convencer o cavalo? Segundo uma sugestão de uma leitora, pode-se ter criado um clima, com um torrãozinho de açúcar, música ambiente (a Cavalgada das Valquírias e outras composições eqüestres), uma dose (cavalar) de uísque White Horse, e uma sessãozinha de cinema com algum filme como O Encantador de Cavalos (Equus não, de jeito nenhum).

E, por falar em filme, a história toda também acabou gerando o filme Zoo, indicado para a premiação no Sundance Festival de 2007. Segundo a sinopse do IMDB: A look at the life of a Seattle man who died as a result of an unusual encounter with a horse.