Mostrando postagens com marcador Inusitados animais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inusitados animais. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de março de 2010

Cachorros covardes, comandos de texugos selvagens, camundongos esquizofrênicos e intimidades com leões


Curso para cachorros covardes

A austríaca Marianne Prutsch ensina cachorro a encarar os seus medos e libertar o seu lobo interior. Diz ela: Cada vez mais cachorros têm medo até da própria sombra. O curso os torna mais autoconfiantes e seguros.

Segundo ela, cachorros medrosos são os mais agressivos. Seria, por exemplo, o caso da raça Doberman.

Com gente, acontece a mesma coisa.

Texugos a serviço de Sua Majestade

A cidade iraquiana de Basra foi invadida por texugos, provavelmente por causa de uma inundação em pântanos vizinhos. Mas, como os texugos apareceram nas proximidades da base das tropas britânicas que controlam a cidade, os habitantes locais estão achando que foram os soldados de Sua Majestade os culpados. Na versão corrente entre os moradores, os ingleses teriam lançado contra a população indefesa texugos gigantes comedores de gente.

Mais uma vez, bem feito por meterem o bedelho onde não deviam, só para que o Tony Blair pudesse puxar o saco do Bush.

Manipulação genética cria camundongos esquizofrênicos

Um grupo de neurocientistas liderados pelo brasileiro Miguel Nicolelis anuncia hoje a descoberta de um mecanismo cerebral de regulação do sono que pode ajudar a explicar a esquizofrenia e o mal de Parkinson. Segundo os pesquisadores, essas duas doenças sem relação aparente são, na verdade, lados diferentes da mesma moeda. Ambas estão ligadas à distribuição cerebral de dopamina, uma das moléculas usadas para transmissão de informação entre as células do cérebro.

Em experimentos com camundongos geneticamente modificados (veja quadro à direita), o grupo de Nicolelis na Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), mostrou que animais com excesso de dopamina numa estrutura cerebral chamada hipocampo sofrem alucinações como se estivessem "sonhando acordados". Quando o neurotransmissor está em falta no cérebro, por outro lado, os roedores ficam incapazes de dormir direito e adquirem problemas motores.

Segundo o pesquisador, estudar esquizofrenia em camundongos é uma tarefa difícil porque camundongos não podem, por exemplo, relatar ao pesquisador que estão ouvindo vozes, sintoma clássico do distúrbio.

Os pesquisadores, porém, desenvolveram lá seus meios de tentar contornar o problema. "Estamos estudando o córtex auditivo [parte do cérebro que processa sons] para ver se ele está sendo ativado antes de o animal ouvir algo", diz. Isso seria um sinal de alucinação auditiva, afirma Nicolelis.

Consta que manipulação genética similar criou o Crazy Frog, também conhecido como Coisinha Chata.

Intimidade com leões é ganha-pão de cientista na África

Para muitos, o trabalho do cientista Kevin Richards é o enredo de um pesadelo: ficar sob as patas de uma leoa ou encarar a boca de uma hiena, no entanto, são tarefas quase diárias para ele. Richards é um consultor para o comportamento de animais e trabalha com leões, hienas, jaguares e leopardos na África. Atualmente, ele treina os "astros e estrelas" do filme White Lion, ainda em fase de produção, e colabora em vários documentários.

O consultor, formado em biologia, tem especializações em fisiologia e anatomia humana, mas começou a trabalhar com leões há quase dez anos e conta que se apaixonou. Hoje, ele lida com mais de 60 deles.

"Animais sempre foram a minha paixão, quer dizer, (trabalhar com eles) foi uma progressão natural. Sempre digo que você não precisa necessariamente estudar para trabalhar com animais. Só é preciso uma coisa: paixão", afirmou Richards à BBC Brasil.

Ele lembra que, algumas vezes, a paixão quase lhe custou a vida. Certa vez, um leão de cerca de três anos, que Richards conhecera há pouco mais de três meses, o derrubou, o imobilizou com as patas e deu-lhe várias mordidas.

"Ele não queria me matar, mas sim, provar que era o macho dominante", disse Richards, que, ao não oferecer resistência, conseguiu acalmar o bicho, até que um colega pôde socorrê-lo.

Pelo jeito, rolou um clima, e o cientista seguiu o conselho da ex-Ministra do Turismo, Marta Suplicy. Aliás, há umas piadas de leão com caçador que vão mais ou menos por esse caminho.

Mas o Zé do Crivo comentou:

Não sei, não. Para mim, esse leão está mais para Asmodeu do que Verdadeiro Macho. Este, como se sabe, não precisa provar nada. Quanto ao cientista...

domingo, 5 de julho de 2009

Vacas ferozes e poluentes

Vacas ferozes e poluentes

Vacas e macacos atacam galinhas!

Nas proximidades de Calcutá, na Índia, um criador de galinhas, intrigado com a constante diminuição do número de aves, resolveu montar guarda para apanhar os ladrões. Para grande surpresa, descobriu que uma vaca estava devorando as penosas. A vaca virou sensação local, e, imagino eu, nenhuma represália sofreu, sendo sagrada.

Os veterinários atribuíram o caso a alguma deficiência de minerais na alimentação. Como as vacas urbanas, na Índia, se alimentam de restos de comida (que, diz-se lá, elas aprendem a pedir de porta em porta), é possível que os habitantes locais estivessem sendo pouco generosos com a coitada. O que não seria de surpreender, em vista da pobreza da região.

O caso é parecido com os dos micos da Mata Atlântica, que, segundo me disse um veterinário, atacam galinheiros quando estão com falta de proteínas. Dá para se imaginar que foi assim que os humanos se tornaram carnívoros, e o resto é conseqüência: era preciso caçar, e, portanto, organizar-se em bandos com papéis definidos, fazer ferramentas, planejar, decidir...

Um contato da Grande Fênix me disse que esse é o fundamento teórico do Grande Dragão: a Humanidade evolui através da violência, da caça, da guerra. E conjeturou se, na guerra vigente entre as duas Ordens, eles não estão manipulando geneticamente outros animais para que se tornem carnívoros, especialmente ornitófagos (comedores de aves). Como se sabe, a Grande Fênix é perita em genética, e conjetura-se que o Grande Dragão seja ainda mais avançado.

O que deixa uma outra dúvida: se foi a manipulação genética do Grande Dragão que transformou os humanos em carnívoros, eles já existiam antes da Humanidade?

Luftal para vacas combate efeito estufa

Segundo o cientista Winfried Dochner, da Universidade de Hohenheim, na Alemanha, os arrotos bovinos produzem 4% das emissões de metano da Terra. Ocorre que esse gás é pior que o dióxido de carbono, para produzir o efeito estufa, e o consumo de carne e, conseqüentemente, o rebanho, estão aumentando.

Para combater as indesejáveis emissões, o cientista inventou uma pílula de tamanho apropriado para bovinos: um punho fechado. Apropriadamente, deu-lhe o nome de Bolus. Esse bolo contém micróbios que retardam a digestão, ao mesmo tempo que metabolizam o metano para produzir glicose. Segundo o cientista, isso não tornaria a vaca mais doce, mas aumentaria a produção de leite. Ganhariam, portanto, tanto o fazendeiro quanto o planeta, e mesmo o animal, que teria digestão mais saudável e melhor qualidade de vida, como quem adota um regime de refeições pequenas e freqüentes.

Meu amigo Manuel Rui Pontes, do alto de sua sapiência de engenheiro de sistemas, comentou: Tenho cá comigo que, dado o valor calórico do metano, seria mais útil uma invenção que aproveitasse o poder energético desse gás. Inclusive o que sai do outro lado, que também é muito. Estou a trabalhar no problema. O difícil é conceber um dispositivo que deixe sólidos passarem, mas retenha gases.

domingo, 28 de junho de 2009

Formigas céticas, aranhas ciumentas e ratos sábios

Formigas ferozes versus monges pacifistas

No templo budista de Ang Hock Si, na Malásia, os monges e seus fiéis costumam meditar sob uma figueira sagrada. Entretanto, apareceu uma praga de formigas na figueira, e eles costumam cair sobre os devotos, e as picadas são dolorosas. Os monges são capazes de ignorar a dor por meio de um tipo especial de meditação, mas, segundo diz notícia da BBC Brasil, em consideração aos devotos menos avançados no caminho da luz, os monges estão procurando formas de persuadir as formigas a ir embora. Bem, isto depois de tentarem um aspirador de pó, que não deu certo.

Os monges são proibidos de fazerem mal às formigas, ou encorajar alguém a fazê-lo, mas, dizem que, se alguém aparecer espontaneamente e lidar com elas sem o envolvimento deles, esta terá sido a vontade do universo.

Como se vê, bobos eles não são. Como diria filosoficamente o Zé Mineirim, num caso desses: uai, se alguém dé um jeito nas bichinha, fazê o quê, né, sô?

Aranha macho põe “cinto de castidade” na fêmea

Os machos da aranha-vespa (Argiope bruennichi) já correm riscos demais no amor, como acontece com os colegas de outras espécies aracnídeas. Sendo muito menores do que as fêmeas, costumam ser devorados logo após os finalmentes, fazendo as vezes de sobremesa. Para piorar, as fêmeas são promíscuas, e se houver outro macho disponível por perto, logo traçam esse também, em ambos os sentidos. Naturalmente, isso reduz a chance de cada macho de deixar descendência.

Mas não para o aranho-vespo. Simplesmente, na hora de tirar, ele deixa a pontinha do dito cujo lá dentro. De certa forma, é o simétrico daquela história de só a cabecinha. Com isso, se não conseguir fugir em tempo, pelo menos a descendência está garantida, já que a pontinha funciona como um cinto, ou melhor, uma rolha de castidade: outros machos não conseguirão depois depositar seu esperma. O tampão não atrapalha a postura de ovos, pois a fêmea tem portas separadas para a entrada e a saída. No final das contas, o macho fica meio castrado, mas pelo menos tem a garantia de que será um feliz pai.

Isso é que é medo de ser corno. Deixar um pedaço lá dentro, só para ter certeza de que os filhotes não vão sair com a cara do vizinho!

Ratos sabem da própria ignorância

Só sei que nada sei, disse Sócrates, demonstrada a capacidade dele para o que os cientistas chamam de meta-cognição, e muitos consideram como traço essencial da consciência humana. Bem, talvez não tão essencial; segundo Bertrand Russell, apenas os inteligentes são cheios de dúvidas, enquanto os imbecis são cheios de certezas.

Mas um estudo de Jonathon Crystal e Allison Foote, da Universidade da Geórgia, mostra que os ratos parecem estar no time dos inteligentes. Eles tinham que classificar sons emitidos pelos pesquisadores como “curtos” ou “longos’. Nos acertos, ganhavam uma porção de comida, e nos erros nada ganhavam; e podiam também desistir, em cujo caso ganhavam meia porção. Alguns sons de duração média eram difíceis de classificar e, nesses casos, desistir era uma estratégia mais segura. O estudo mostrou que, com o tempo, os ratos aprendiam sobre a própria capacidade de classificar, e só arriscavam quando sabiam que tinham alta chance de acerto.

Muita gente pode aprender alguma coisa com eles.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Peixes cornos, gatos congelados e cães boa-vida


Dúvida quanto a paternidade leva peixe ao canibalismo

Peixes machos têm maior probabilidade de devorar os descendentes quando a paternidade é duvidosa, diz estudo publicado no periódico American Naturalist. Eles fecundam espalhando o esperma na água, e o artigo mostra que, quanto maior o número de machos presentes nesse momento, maior a chance de que um deles tente comer os ovos postos pelas fêmeas, já que é menos provável que ele seja o responsável pela fertilização.

Esse comportamento era previsto em teoria, mas ainda não havia sido confirmado. O estudo foi realizado com o peixe Telmatherina sarasinorum, encontrado em um lago da Indonésia. Os pesquisadores determinaram que as fêmeas, que podem ter certeza da origem dos ovos, nunca apelam para o canibalismo.

Eis a explicação evolucionária da origem do cornus ferox. E confirma a sabedoria rabínica, segundo a qual o judeu nato tem que ser filho de mãe judia. Pai não vale, porque nunca se tem certeza.

A propósito, o Manuel Rui Pontes conta que, um dia, o colega alentejano lá da malta da Alfama contou essa história ao vizinho chinês, e ouviu deste um estranho pedido. Imaginem, ó gajos, que o chinês me implorou que não devorasse meu filho mais novo. Ora pois, por que haveria de fazer tal barbaridade? Principalmente com o pobre pequerrucho, que nasceu de olhinhos meio fechados.

Americano processa polícia por apreensão de gatos congelados

Um sujeito do Tennessee está brigando na Justiça porque a polícia tomou 114 gatos e um cachorro que ele mantinha congelados no freezer. Diz ele que as congeladas tinham "valor emocional", e que pretendia enterrá-los num cemitério de animais que estava construindo. Alega também que um dos gatos congelados era muito grande, sendo candidato ao livro dos recordes, e que está sofrendo muito. A indenização pedida é superior a um milhão de dólares.

O inusitado não é propriamente dos animais, e sim do dono. Mas um Confrade de Csífodas (em linguagem usual, um capitalista) que eu conheço já percebeu a grande oportunidade de negócios. Vai lançar a Cryopet, na forma de grandes cemitérios-freezers para entes animais queridos.

Cerveja e pão para cães

Terrie Berenden, dona de uma pet shop na cidade holandesa de Zelhem, criou uma cerveja para seus cães weimaraner, feita de extrato de carne vermelha e malte. A cerveja Kwispelbier lançada no com o slogan “uma cerveja para o seu melhor amigo”. Kwispel é a palavra holandesa para balançar a cauda. A cerveja é quatro vezes mais cara que as marcas européias mais populares.

"Uma vez ao ano, vamos para a Áustria caçar com nossos cães, e ao final do dia, vamos para a varanda tomar cerveja. Então pensamos, meu cachorro fez por merecer", disse ela.

Enquanto isso, Foi aberta na Alemanha a primeira padaria de luxo exclusiva para cães, com uma ampla linha de biscoitos caninos e bolos de carne caseiros.A padaria The Dog's Goodies foi aberta na cidade de Wiesbaden, próxima a Frankfurt. A chef canina Janine Saraniti-Lagerin oferece a seus clientes caninos bolinhos mentolados, barras de cereais, tortas de atum e biscoitos de alho.

Donos de cães vêm de longe para experimentar as guloseimas. Clientes a caminho do Aeroporto Internacional de Frankfurt costumam parar na padaria para levar um presente especial para seus cães. Os cães que visitam a loja têm direito a sessões de degustação por conta da casa.

Ah, essa vida de cachorro...

domingo, 25 de janeiro de 2009

A xenoetologia dos animais

Esta linha de tópicos será dedicada à discussão de fenômenos xenoetológicos entre nossos amigos do reino animal. Entretanto, inusitados relativos a nazistas, hackers e outros retro-mutantes não serão tratados aqui.

Passarinhos têm noção de necessidade futura

Alguns pássaros reconhecem a noção de futuro e fazem planos para o amanhã, descobriram pesquisadores da Universidade de Cambridge. De acordo com o estudo, publicado na revista Nature, um tipo de pássaro azul, o Aphelocoma californica, acumula alimentos, caso acredite que faltará comida no futuro. A notícia completa está aqui.

Nessa linha de estudos, espera-se que em breve a Ciência confirme o ditado popular: Passarinho que come pedra sabe...

Australiano bêbado captura tubarão com as mãos nuas

Um australiano capturou com as mãos um tubarão de 1,3m e conquistou fama de herói. O pescador Philip Kerkhof atribuiu o mérito à vodka que tinha bebido antes. Quando viu o tubarão nadando em águas rasas, Kerkhof atacou o animal, que estava roubando as iscas dele.

Esse fez mais vantagem que o Jaws, vilão do James Bond, que matou um tubarão a dentadas, pois não usou nenhuma prótese. Depois dizem que certas coisas de bêbado não têm dono. Vá se engraçar com um bêbado desses, para ver o que acontece. Aliás, parece que foi o que aconteceu com esse tubarão, pois ele chegou a arrancar um pedaço das calças do pescador, que assim explicou sua técnica: Fiquei por trás dele e, no fim, fui tentar dar a agarrada.

Preguiça de bicho preguiça frustra cientistas alemães

O Instituto de Zoologia Sistemática e Biologia Evolucionária da Universidade de Jena, na Alemanha, pretendiam que uma preguiça chamada Mats subisse um mastro, como parte de sabe-se lá qual experimento. Mas debalde esperaram, tentando todos os quitutes como incentivo, de quilos de pepinos ao melhor espaguete caseiro. Finalmente, concluíram que Mats não estava interessado no progresso da ciência, e o enviaram para um zoológico, onde agora pode dedicar-se placidamente a fazer o que as preguiças melhor fazem: porra nenhuma.

Para mim, foi uma demonstração de firmeza em uma filosofia de vida. As opiniões de meus colaboradores variam.

O eminente especialista em sistemas Manuel Rui Pontes comentou: Segundo um alentejano lá da malta, o mais feliz com o fim do experimento foi um sobrinho dele, que lá trabalhava como estagiário. Ter que ficar três anos a prestar atenção à preguiça, comer sandes, usar uma sanita portátil e sem tomar banho, até que não foi tão ruim. O pior mesmo foi não poder pregar olho durante três anos, atento aos mínimos movimentos da preguiça, que afinal não os houve! Cá de minha parte, achei essa conclusão sobre o interesse das preguiças no progresso da Ciência algo similar à do patrício que andou a cortar patas de aranhas para testar-lhes o mecanismo de audição.

Já o notório Zé do Crivo, na qualidade de Supremo Árbitro da Macheza, objetou: É evidente que se trata de um bicho-preguiça macho, e muito macho. Cá entre nós: você subiria em um mastro, e ainda por cima a troco de ganhar pepinos?

Nascem os filhotes de dragão de Comodo virgem



Cientistas britânicos, em artigo na Nature, anunciaram que Flora, um dragão de Comodo fêmea que nunca se acasalou ou mesmo conviveu com um macho, tornou-se mãe e pai de cinco filhotes. Foi a primeira vez que se observou o processo conhecido como partenogênese (nascimento virgem) em uma fêmea de dragão de Comodo, os maiores lagartos do mundo.

Em típica manifestação de humor britânico, disse um dos cientistas: Quando o primeiro dos bebês saiu do ovo, não sabíamos se deveríamos dar uma xícara de chá para Flora ou dividir com ela um charuto.

Outro sinal de atividades portentosas do Grande Dragão, segundo seus rivais da Grande Fênix. Este caso seria particularmente preocupante, pois nascimentos de mãe virgem costumam assinalar grandes momentos da história das religiões. Será algum desses bebês-dragão a Anti-Fênix? Ou todas elas, já que o Inimigo sempre trabalha com a redundância?

Os que acompanham novelas da Globo também terão percebido que o nome da dragoa em questão é bem sugestivo.

Nascem os filhotes de dragão de Comodo virgem

Mozart, um iguana residente em um aquário belga, teve seu pênis amputado, após uma semana de ereção permanente, pois corria risco de infecção. Tratamentos com pomadas e cataplasmas não adiantaram. That’s the bad news.

The good news is: Mozart não se importou muito, pois, como acontece com cobras e lagartos em geral, tinha dois pênis. Aliás, o que provocou o priapismo de Mozart foi exatamente a fúria sexual do dito, que em pouquíssimo tempo engravidou seu harém formado pelas fêmeas Truus, Pepina, Bianca e Johnny (Epa! Qual é a desta?).

No capítulo inicial de Os Cães e a Fênix (De Amores, Gansos e Marrecos), mostro como a hipersexualidade entre aves é tida pela Ordem da Grande Fênix como um dos sinais mais seguros de que a Fênix passou pela região, e genes seus estão presentes nas aves taradas. Do mesmo modo, a hipersexualidade entre répteis é tida como indício dos seres venerados pela Sociedade do Grande Dragão, ferozes inimigos da Grande Fênix. Parece ser o caso desse iguana, que ainda por cima recebeu o irônico nome de Mozart. Note-se também a presença de redundância na forma de um duplo pênis, comum entre cobras e lagartos, e característico do design dos Inimigos.

Voltando ao Mozart, infelizmente, as últimas notícias que tenho não propriamente de um final feliz. O agora amputado lagarto (peneta, seria o termo?) continua querendo fornicar, mas as quatro pouco compreensivas fêmeas aparentemente perderam o interesse nele. Exigentes, essas moças.